quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Maravida - GONZAGUINHA

Pelo amor do Santo Jesuis Cristin! O que é essa novela das 9, Amor à Vida??? O autor poderia ter um pouco de amor à vida e acabar com isso, né? Ou se ele não tem amor à própria vida, poderia ter amor à MINHA vida né??
Brincadeiras aparte, estou em ritmo de férias e nem a correria do dia a dia, nem uma gripe chata e muito menos os 11 quilos adquiridos em 24 semanas de gravidez vão me tirar do sério! Por isso, essa música do GONZAGUINHA, e não do Daniel - que assassinou a música, está toda dedicada à mim:
“Vida, vida, vida
Que seja do jeito que for
Mar, amar, amor
Se a dor quer o mar dessa dor, ah!
Quero no meu peito repleto
De tudo que possa abraçar
Quero a sede e a fome eternas
De amar, e amar e amar”
Hoje, conversando com as amigas, surgiu o papo de como a vida da gente muda: ganhamos responsabilidade, ganhamos dinheiro e também muita conta pra pagar, cortamos um dobrado pra dar conta de tudo, temos filhos e mais contas e muito mais responsabilidades e nos damos conta de que se tornar adulto é uma coisa muito difícil!
Nós meninas principalmente, exceções existem e surgem cada vez mais, passamos boa parte da nossa vida adulta sonhando com o dia que vamos casar, ter filhos e ser eternamente happy 4ver! Nessas horas sempre penso que se eu pego esse FDP do Walt Disney, mato ele de porrada (e a Eva – a do Adão – e umas tais de Suffragettes que iniciaram essa porra de movimento feminista e acabaram com meu chá e tricô).
Um dia casamos e temos filhos e... Somos felizes?? Somos!!! Muito felizes!!! Mas também ficamos exaustas, estressadas, de unha mal feita e pés de calos desejando um momento de paz na privada! Aquela vida de comercial de margarina (quem é que faz tudo com sabor e põe na mesa o melhor sabor?) dá espaço à uma comédia muito ruim de filme de Sessão da Tarde e a vida parece ser um martírio.
Mesmo assim, cansada, exausta e reclamona, a pessoa engravida de novo?? Conhece  alguém assim??? Eu não! Hahahahaha! Pois é, ainda que a vida não seja um comercial de margarina e nem um conto de fadas de Walt Disney ela é bonita e é bonita!
Ah, quem se importa se eu tô usando calcinha G???
Férias a partir de segunda-feira, NY por 10 dias!

24 semanas!


quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Viajar ou não viajar? Eis a questão.

A questão (ou questões) é (são) a (s) seguinte (s): Viajar por 10 dias para Nova Iorque sem Luiza, levar Luiza ou não viajar?

Confesso que nunca passou pela minha cabeça a opção levar Luiza (pode pensar: mas que mãe de bosta, postar foto no Facebook ela quer, mas levar a menina pra viajar não, tsc tsc). Cada um pensa como quer, né? Mas viajar com uma criança espoleta de um ano para um lugar frio com outra na barriga não me animou um pouco sequer.

Não viajar? Isso sim passou pela minha cabeça. 10 dias sem Luiza? Ela vai ficar bem? Ou melhor: EU vou ficar bem? Não sei explicar muito bem, mas o sentimento de separação de um filho de sua mãe pode ser bastante angustiante (nota pessoal: se estiver pensando em viajar sem seu filho NÃO VEJA o filme DUMBO da Disney).

Confuso né??? Se separar do filho é angustiante mas viajar com ele não é atraente? Pois é... Nesse meio todo tem outra questão. Eu e meu marido temos um ano e meio de casados, estou grávida de novo... em breve seremos 4. Com dois filhos a vida não fica impossível ou inviável, mas certamente se torna mais complicada... programas à dois ficarão para... sim, escanteio! E isso não é legal.

Quando nasce um filho, por mais desejado e esperado que esse filho seja, há um distanciamento natural do casal... Lá em casa foi assim, mas com muita CONVERSA, COMPREENSÃO, AMIZADE e VONTADE DE PERMANECER JUNTOS, nós conseguimos contornar a situação. A verdade é que o tempo também ajuda, o bebê vai se tornando mais independente e porque não a mãe também (não se iludam a dependência é mútua: do filho para a mãe e da mãe para o filho). Tenho certeza que com a Laura será diferente, pois já sabemos o que acontece, como acontece e mais o menos o que fazer pra não deixar o distanciamento se tornar um problema.

Diante disso, dez dias em Nova Iorque só com o marido me pareceu MUITO ATRAENTE! Sim, uma segunda lua de mel! 10 dias pra falar de coisas de bebês (sim, pois quem acha que a gente não vai trazer muitos mimos para as meninas não nos conhece), mas também pra respirar um pouco de uma vida que não se resuma a leite, papinha, remédio, côco, vômito, catarro ou sei lá mais o que da Luiza.

Uma parte de mim está apreensiva com essa separação e outra está louca pra chegar logo o dia e eu poder dormir 9 noites seguidas!!!! Pra resumir em hashtags (adoro):

#maedemerdamesmoeassumida #elanaovaimorrereuvolto

Tenho certeza que eu vou morrer de saudade, mas tenho certeza também que fará bem pra nossa relação (a minha com o marido e a minha com Luiza). Tenho certeza que ela ficará bem afinal estará com a minha mãe e a Nhanha (as duas pessoas em quem eu mais confio nessa vida).

No entanto, às vezes penso que são 10 dias e que eu não vou agüentar. Será que estou sofrendo por antecipação ou é normal que eu me sinta assim considerando que eu nunca me separei da Luiza? É, ser mãe é um eterno dilema.

Que venha NY! Só porque eu e marido merecemos!


Como não amar?


quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Resfriado eterno de uma mente com lembrança, exagero, bebê adaptado, 22 semanas e acho que é tudo!

Essas últimas semanas foram corridas! Primeiro o aniversário da princesa que foi lindo demais! Deu tudo certo!! Ela deixou colocar a roupa de colombina na hora dos parabéns e ficou, na maior parte do tempo, super sorridente com direito a palminhas e tudo! Diria que ela aproveitou bastante já que ficou igual pinto no lixo na piscina de bolinhas (que ela ama)! Só que depois...


Ficou doente. Catarro, febre, tosse, espirro, ronc ronc, noites mal dormidas, visitas ao pediatra, preocupação! Aff! Aliás, não vejo a hora desta porcaria de tempo mudar de vez pro calor escaldante que deu nome àquela música da Fernanda Abreu... Como é mesmo o nome?? Rio, 40 graus?? Então cadê o calor??? Gente, eu sempre amei de paixão o frio, mas desde que esse tempo de bosta começou que Luiza fica resfriada e isso é muito cansativo que eu quero me mudar pro Deserto do Saara! Se fosse só ficar sem dormir, ok, mas a gente (papai e mamãe) fica preocupado, com medo dela se engasgar com a tosse, de virar pneumonia, de a febre ficar muito alta, aff...

Apesar disso, tava no pediatra essa semana no meio de outras mães (a maioria com um filho só) e sempre tem aquela que não se segura e comenta: “Nossa, você já está grávida de novo?” – Respondo: “Sim!” (mas a vontade é dizer: não, querida, engoli uma melancia ontem à noite e não digeri muito bem, sabe...). E continua: “Poxa, duas crianças pequenas, que coragem... Sempre quis ter dois, mas depois que vi o trabalho que dá, desisti. A maior ta com quanto tempo?”. Respiro e respondo: “Fez um aninho”. Lá vem: “Nossa!! Então quando o outro nascer ela ainda será um bebê!! Como você vai dar conta???”.

Paraaaaaaaa tudo! Quando você decide ser mãe, você decide ser mãe. Ser mãe é isso: abri mão de si para cuidar do outro e ai, meu amigo, o mimimi de que não dorme, dá trabalho e tal é só pra desabafo, pois afinal você quis aquilo! Continuando, sim, dá trabalho, mas eu não consigo enxergar esse trabalho todo!! Simplesmente não consigo. Lógico que tem horas que eu tenho vontade de me mudar pro Timbaquitú, mas sempre lembro de que fui eu quem quis assim!Daí continuo, não por que tenho que ou por que eu sou uma super mãe, mas por que eu desejei isso com todas as forças do meu coração e isso me dá força pra gritar, respirar e continuar!

Na boa, acho um exagero!!! Desistir de ter outro filho por que dá trabalho????? Coitado do primeiro, um peso! Um filho, dois filhos, todos os filhos do mundo, dá trabalho sim, mas e os benefícios??? Aquele carinho despretensioso no meio da noite, aquele sorriso logo pela manhã e vê-los crescendo, se desenvolvendo... Não tem preço!!

Alguém conhece alguém que já morreu porque teve dois filhos assim um atrás do outro?? Imagine: “Menina, tú não sabe! Lembra Fulana?? Ahhh! Morreu!! Jura, de que? Então, dois filhos pequenos, uma tragédia!” Não, né?

O que me lembra que Luiza está mega adaptada na escola!!! Muito orgulho desse meu bebê massinha (adaptável)! Ontem foi dia dos professores e não teve aula, Nhanha me disse que ela ficou indócil!! Linda ou não é?? Dia 30/10 terei a primeira reunião de pais na Escola, acho que vou chorar de emoção (besta não né?).

Laura completa 22 semanas de barriga! Amanhã é dia de ultra morfológica e prometo postar fotinhas do meu segundo tesouro que deixa a mamãe aqui cada dia mais redonda!

Ufa, acho que foi tudo!! Beijos da barriga!


Parabéns, Lindeza!


quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Paródia

Durante muito tempo eu fui rata de academia... No começo porque minha Mãe-General praticamente me obrigava e depois porque me convenci de que era necessário.

Um dia, porém, engravidei e parei de malhar e descobri que:

Academia é um saco.
Gente de academia é um saco.
Vida saudável é boa, mas viver em função disso é um saco.
Comer quando tem vontade é bom.
Não ter que ir pra academia é bom.
Vivemos muito em função do esteriotípo de beleza que querem nos enfiar goela abaixo ou, no caso, bunda adentro.
O que importa é ser feliz e mais nada.
Se isso significa ser gorda, ser magra, ser loira, ser verde, azul, laranja, roxa, nada disso importa!

Por isso preparei uma paródia inspirada na Poderosa Anitta e seu Prepara

Não malho

Não malho
E odeio todas as poderosas
Que vivem malhando e até que são gostosas
Mas mesmo assim 
São muito invejosas
E ficam de cara quando falo
Não malho

E que eu como a vontade
Isso me faz bem
E se eu nao emagreço fico bem também
Sei que você tem vontade de comer, meu bem
E se isso acontece engorda, eu bem que sei
Entenda que eu sou pesada
Mas tenho poder
Como doces, chuto o balde, ai!

Até você vai ficar, babando
Se você me vir, sensua-lizando
Minha bunda escanda-lizando
Não gasto caloria a toa
E a verdade é que eu sou é boa!!!

Não malho!

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

O tempo passa, o tempo voa


E a poupança Bamerindus continua numa boa? Hahahahaha, não! Sim, eu sei que sou velha!

É aquilo, a sua mãe diz, o seu pai diz, a vizinha diz, o padeiro diz,  a sua amiga diz: “Aproveita, passa rápido!”. Você sabe que passa rápido, você está ali vendo e vivendo tudo intensamente. E passa muito rápido, muito mais do que eu gostaria.

Faltam dois dias, dois dias para o meu primeiro amor completar um ano de vida! Como não sentir um frio na barriga diante desse acontecimento que é tão marcante na vida de uma mãe? Ela só vai fazer um ano, é um aniversário como outro qualquer? Não, não é! É o primeiro, ela deixará de comemorar meses pra comemorar anos! É um marco e ponto final.

Merece bolo, merece guaraná, pouco doce e muito amor. Exige disposição, tempo e dinheiro, mas a satisfação é mais que garantida e a ansiedade diante desse evento é enorme.

Enquanto escrevo parece que visualizo um filme de um longo curto ano de muitas descobertas: dela e minha principalmente. Eu me redescobri, a pessoa que nasceu naquele dia 6 de outubro de 2012 é muito (muito mesmo) diferente daquela que existia até um dia antes.

Foi um ano intenso, de bons e maus momentos, mas foi sem dúvida o ano mais feliz da minha vida. Sei que não devemos nos realizar através de filhos, mas como não se sentir realizada diante da vida que cresce diante de mim e da vida que nasceu de mim?

Estou emocionada, estou feliz, estou realizada, sobrevivi ao primeiro ano, fui tudo o que eu gostaria de ter sido apesar dos erros e dúvidas. Digo sobrevivi porque lembro que quando Luiza tinha apenas um dia de vida achei que não conseguiria, que não tinha condições de cuidar daquele serzinho tão frágil. Quantas vezes, durante as tantas cólicas e noites mal dormidas (ok, que ainda não durmo a noite toda),  achei que nunca acabariam – as cólicas acabaram e as noites parecem menos dolorosas). Cheguei a conclusão de que o que eu li em algum lugar é a plena realidade: “Ter filho, é igual jogar videogame, cada fase é mais difícil do que a anterior”.

Sobrevivi à primeira fase e estou ansiosa pelo que está por vir, mais confiante e certa de que posso e consigo. O amor que transborda em mim é tão vivo e tão forte que me inspira a ser melhor todos os dias.

Feliz aniversário, meu primeiro amor.

Essa é a nossa primeira foto juntas no dia que eu descobri que existe, sim, amor à primeira vista...

Foto: Tatiana Cavalcanti

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

20 semanas e um bebê socializando

Como aqui são dois babies, vamos falar de uma de cada vez!


BABY II

De acordo com o Baby Center, meio caminho andado ou 20 semanas! Por aqui, azia e má digestão, dores na lombar e gases, muitos gases... Glamour?? Oi, alguém sabe o que é isso?

Sempre me disseram que quando a mãe sente azia é sinal de que nascerá um bebê cabeludo... Na gravidez Luizítica eu tive muita azia e ela nasceu bem cabeludinha apesar de agora ter cabelo, mas ralinho. Já nessa, JE-SUIS!! Eu me sinto o Homem-Chama! É azia da braba mesmo!! Acho que serei mãe da filha do Chewbacca!!

No mais, vamos que vamos que aqui bate um coração e um bebê que mexe muito!

BABY I

Essa semana está voando pois o aniversário da Luiza é no domingo!! Prometo postar fotos do aniversário do bebê mais lindo de 1 aninho desse mundo todo! Fizemos uma roupa linda ( de colombina, com direito à pompom e saia com muito tutu vermelho) pra ela usar na festa e eu espero que ela use!

Essa semana ela também começou na creche! No primeiro dia, como era de se esperar, abriu o berreiro!! Mas, como não era de se esperar (rs), tempos depois ficou bem (graças à Deus). Ficou só duas horas com a Nhanha de stand by. Ontem já ficou três horas e até lanchou com as outras crianças!! Hoje, por exemplo, ela foi e ficou sem que a Nhanha precisasse ficar. Todas comemora com vontade!

Aliás, Nhanha me ligou pra perguntar o que fazer já que Luiza não estava em casa e ela parecia desolada (hahahahaha)!! Fato, ela não queria que Luiza fosse pra escola (decidimos chamar de escola desde já pra criar o costume). Porém, essa foi uma decisão tomada com muito carinho e estou muito segura dela, além de confiante que é o melhor pra Luiza e pra mãe aqui que terá que se dividir em duas muito brevemente!

Bom, é isso!! Em ritmo de festa e parabéns pra você!! Alguém acha que eu vou chorar tipo muito???

Beijos da barriga


20 semanas


quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Uma bactéria chamada celulite e outras em crescimento

Angélica, agora você quer dizer que celulite é bactéria?? Sempre achei você meio tapada, mas agora deu né?


Gente, eu sei que celulite não é bactéria, apesar de existir uma doença chamada celulite infecciosa que nada tem em comum com a celulite da qual estou falando aqui. Falo daquela, que tem aparência de casca de laranja, que acomete quase todas as mulheres do universo e mais algumas.

Cheguei à conclusão que celulite é igual bactéria, senão vejamos:


Essa porra se multiplica. Você vai dormir de noite com um pouquinho e no dia seguinte o que acontece??? Apareceu mais, muito mais!!!!! É bactéria ou não é? A única diferença, e a pior de todas, é que não tem antibiótico. Senão, estaria toda trabalhada na ampicilina!

Falo isso, pois eu nunca vi tanta celulite como agora nesse corpinho que Deus me deu. Sei que tô na segunda prenhes em menos de um ano, sei que existem hormônios, sei que não faço mais exercícios (fora o levantamento de Luiza), mas mesmo assim: só Jesus na causa!

Outra coisa que é igual bactéria é blog materno! Cacilda, todo dia surge um! Acho que virou moda e moda tipo must have! Eu tomei ojeriza a blog materno. Aliás, tomei pavor de livros, filmes, blogs, sites ou qualquer coisa que estipule regras e/ou teorias de maternidade. Como comentei no blog de uma amiga, fui levada à acreditar, na prática, que boa mesmo é a teoria que você inventa/experimenta/põe em prática com seu filho, só e somente só porquê é essa que funciona.


Acredito fielmente que todas as blogueiras, escritoras, consultoras e sei lá mais o que maternas tem boa intenção, mas de boa intenção o inferno tá cheio!

Mães, confiem nos seus tacos! Vocês foram feitas para isso!

Beijo da Barriga

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

"One more time, baby one more time"

O que você estava fazendo há exatamente um ano? Eu estava entrando de licença maternidade, pois meus joelhos e pés já não podiam mais... Estava grávida de 37 semanas da riqueza Luiza. E agora? Então, ainda não estou entrando de licença maternidade, mas estou grávida... de 19 semanas da riqueza Laura.


Estar grávida se tornou hábito? Hahahahaha... Hoje de manhã me questionei como será, ano que vem, não estar grávida... Fato é que estar grávida é bom, eu não entendo mulheres que reclamam da gravidez; apesar de todos os desconfortos sempre penso que gerar uma vida é algo fantástico, mágico, sublime, de outro planeta. Inclusive já ouvi de uma pessoa que ela não entende porque eu me sinto assim tão especial se eu não sou a única grávida no mundo. Sabe, eu ri e ignorei... Essa pessoa nunca esteve grávida e Deus permita que possa um dia experimentar essa sensação.

A verdade é que eu tô curtindo essa gravidez, mais do que a da Luiza... Não confundam isso com mais amor ou menos amor... Não é nada disso... Só que, por hora, essa é a última vez que estou grávida, então é um dever/querer curtir tudo isso.

19 semanas é quase metade da gestação e penso que essa está indo muito mais rápido que a primeira. Olha que eu organizei meu casamento nos primeiros meses da minha gestação Luizítica, que correu muito tranqüila... A gestação Laurítica, no entanto, tem sido um tanto atribulada, pois eu simplesmente não tenho a mesma disposição (há Luiza e só quem tem filhos sabe o que isso significa). Por vezes me pergunto se deveria ter esperado mais e depois deixo de lado porque não faz a menor diferença. De todas as pessoas que conheço por ai, penso que a idade do primeiro filho pouco importa já que trabalho com filho não acaba apenas é substituído.

Luiza está com 11 meses, duas semanas e cinco dias e daqui apenas 10 dias completa 1 ano de vida. O tempo é implacável e deveria durar mais, só nesses casos... Luiza terá festa com direito a bolo, suco e pouco doce pra você! Não que eu seja das mães naturebas, mas já que minha filha não conhece açúcar, pra que oferecer né? O tema será circo e eu encomendei uma fantasia linda pra ela! Espero que seja um sucesso, pois ela merece toda e mais um monte de felicidade nesse mundo!

Ah, decidimos a creche! Ela começa no dia 7/10, um dia após seu aniversário, e por meio período. Eu a levei pra conhecer a creche e ela pareceu curtir, já tinha levado em outra e a moça quis sair correndo (literalmente)! Acredito muito nessa coisa de ambiente e energia. Acho que ela curtiu a energia dessa creche, assim como eu (e essa foi uma decisão difícil).

È isso! Desejo amor no coração já que vejo que isso anda em falta.

19 semanas!

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Muitas coisas...

Sabe aquela música do bagaço da laranja? Pois é... Ando me sentindo assim... EXAUSTA!


Será que é por que...

a) tô na minha segunda prenhes em menos de 1 ano?;

b) tenho uma filha de 11 meses que apesar de very very beautiful é uma sapeca?;

c) além de ser sapeca é mega grudada em mim, no pai e na Nhanha (a Rosângela, A SANTA que cuida dela)?;

d) isso está me deixando apreensiva porque eu tenho outro baby vindo por ai e não sei como vai ser essa nova relação?;

e) a pediatra dela (que eu super amo) recomendou que ela entrasse numa creche pelo menos por meio período para uma "socialização"?;

f) eu acho que todas as creches são uma merda e que ninguém nesse mundo (ok, a Nhanha também) cuida tão bem da minha filha como eu?;

g) tô grávida pura e simplesmente?;

h) tudo junto e misturado?

Ok, você leitor pode pensar que tudo isso é um grande drama e que "por que ela tá reclamando se era isso que ela queria". E, ok, você leitor pode pensar o que quiser porque na verdade isso aqui não é um pedido de opinião, é um desabafo.

Ocorre que eu sempre criei a Luiza com TODO O CARINHO DO MUNDO e sempre dei tudo o que eu achava necessário... Não sei se foi excesso, se foi falta, se foi tudo errado, se foi certo ou sei lá o que, mas ela é ciumenta demais! Se eu chegar perto de outra criança ela grita, se a Nhanha chegar perto de outra criança também e se o pai se afasta ela grita. E isso não é legal... não mesmo! Juro que deixaria pra lá e continuaria tentando acertar a fonte da maternidade exemplar, mas eu não posso fazer isso... Fato é que em fevereiro chega outro bebê que vai demandar a minha atenção, a da Nhanha e a do pai dela, integralmente, e como fazer isso se a Luiza simplesmente não lida bem com outras crianças?

Passei a bola pra pediatra que foi super compreensiva com a minha preocupação. Ela me disse que eu tenho duas opções: colocar Luiza na creche pra que ela se acostume a não ter uma pessoa que cuide dela 24 horas por dia e faça tudo o que ela quer e, principalmente, se acostume com outras crianças ou espere a Laura nascer e veja o que vai acontecer (e ela citou uma série de casos que me deixaram de cabelo em pé)...

Eu nunca considerei colocar Luiza numa creche. Em conjunto com o meu marido decidimos que já que existe uma pessoa de muita confiança, gostamos mais da idéia de Luiza feliz e bem cuidada em casa (não quero saber da opinião de outros nem julgo a opção de cada um, esse é um assunto MUITO particular). Mas...

Ontem mesmo visitei 5 creches perto da minha casa ( A *********************************) e dessas 5 eu DE-TES-TEI uma (*****************), não gostei de duas (***************************** e ************, achei legalzinha inha uma (***************) e gostei um pouquinho de uma (********). Tá, eu acho que sou chata e tenho que ser afinal o que ta em questão aqui é tão somente a saúde, a segurança e o bem estar da minha filha!!!

Isso está tirando meu sono... Acho que vou acabar colocando na *************** afinal, o máximo que pode acontecer é eu não gostar e tirar de lá, não é mesmo?? (Ou não??)

Sei que eu sempre quis ter dois filhos, mas cuidar de um bebê e ter outra na barriga é cansativo. E sobre isso, só tenho isso pra falar! Apesar de todo o cansaço estar grávida é uma dádiva e ter uma filha linda com a minha é uma benção.

No final, tudo passa, até uva passa!

18 semanas



quarta-feira, 11 de setembro de 2013

17 semanas!!!




 Não sei por que, mas acho que o tempo está voando! Já completamos 17 semanas!!! Agora que os enjôos acabaram e a festa hormonal deu um tempo, começo a perceber que gosto mesmo dessa coisa de estar grávida!


Que venha o terceiro???? Hahahahahaha, melhor não... Agora não!

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

11 meses, 16 semanas e 33 anos

Oi gente! Essa semana está cheia de comemorações!!!


Luiza completa 11 meses!! Isso me lembra que daqui um mês ela faz 1 ano (quase uma adulta, rs)!!! É impressionante como passa rápido (mesmo que sempre tenha alguém pra dizer isso, rsrs), parece que foi ontem que ela era um pequeno pacotinho tão frágil e molinho e dependente... Agora tá uma meninoca cheia de gênio, vida e muitas gracinhas, praticamente andando e falando, charmosa ao extremo... E deixa a mamãe aqui muito muito coruja e orgulhosa!

Laura completa 16 semanas de gestação! Eu achava que uma segunda gravidez não mexeria muito com o coração da mãe aqui, mas isso não existe... Acho que se eu engravidar 10 vezes, me emocionarei todas as vezes... Sempre delícia estar grávida mesmo que tenha dores de cabeça, enjôo ou qualquer sintoma gravídico.

Ah, e como mãe é sempre a última (a tomar banho, a almoçar, a dormir...), completo 33 anos!! Incrível como depois que se é mãe, os desejos mudam... Os meus se limitam ao desejo de saúde para minhas filhas e quanto a mim desejo uma vida longa... Não para que eu possa aproveitar, mas para que eu possa as ver crescendo e vivendo todas as delícias dessa vida (e infelizmente os dissabores)... Ah e também que eu possa ter netos, só pra que eu possa viver tudo isso outra vez...

Parabéns pra Luiza, pra Laura e pra mim!


16 semanas


segunda-feira, 2 de setembro de 2013

E o que que ela é?? Menina!!!

Eu sei que disse que iria fazer a ultra no dia 05/09, só que na noite passada tive muita cólica e por desencargo de consciência e também por que uma amiga querida poderia fazê-la hoje, lá fui eu! Graças ao bom Deus, tudo bem com o bebê e as cólicas eram gases, muitos gases! Esse é o momento em que você pergunta: "Cadê o Glamour?". Não tem!

Aproveitando que eu já estava lá, vimos o que?? Sim, o SEXO! Confirmamos aquilo que era 70%, é uma menina!! Laura está na área, gente! Meu mundo é cor de rosa, pink e cheio de flores, rs!

Morrendo de pavor de quem fala: "Mas você não vai ter um menininho?" em 5,4,3...





quarta-feira, 28 de agosto de 2013

15 Semanas de Amor

"Sabe? Tchururu, tô louco pra te veeeer... Oh Yeah!" Claudinho e Bochecha

Nessa semana o medo que eu tinha sumiu. Eu cheguei a contar? Acho que não! Vamos lá? É meio constrangedor falar sobre isso, mas das minhas reflexões percebi que nada mais que natural. Tá, tá, mas o que você ia contar??

Que eu amo a minha Luiza demais da conta todo mundo sabe e se não sabe fique sabendo. Eu não sei descrever o amor que sinto por ela e plagiando a Juíza de Paz mais linda do mundo, a querida Lilah, convoco Roberto Carlos para me ajudar por que "nem mesmo o céu nem as estrelas, nem mesmo o mar e o infinito, NADA é maior nem mais bonito". Quando eu digo nada é nada mesmo. Ainda hão de explicar esse amor de mãe, mas enquanto isso eu fico aqui com o meu sem tamanho e sem razão de ser porque é puro, limpo, bonito, real, incondicional e verdadeiro. Tá, mas era isso que você ia contar??? Não!!

 O medo que eu tinha sumiu. Vou confessar: eu tinha medo de não amar o bebê 2 (Laura) como amo a Luiza. Absurdo? Mãe de merda? Julgue como quiser, se eu me importasse não escreveria aqui.

Sério, isso estava me consumindo o cabeção. Eu me imaginava querendo ficar com a Luiza e tendo que cuidar desse novo bebê e isso me matava cada dia um pouco. Até que as primeiras semanas de gravidez passaram, e junto com elas o desânimo, os enjôos, a enxaqueca e demais incômodos, e eu me peguei amando muito esse novo bebê, tanto quanto a Luiza, desejando tanto tanto vê-la e pegá-la no colo e niná-la e cantar pra ela, da mesma forma que faço com a Luiza. Por isso, a música de abertura deste post.

Como eu disse, ainda hão de explicar esse amor de mãe... Quando ele nasce? O que eu sei é que o medo e o receio existiram e doeu por um momento a possibilidade de não amar da mesma forma. Porém, amor de mãe é essa coisa louca mesmo, desvairada, sem explicação, nasce do nada, brota do sei lá o que e cresce dentro da gente de uma forma descontrolada.

Conclui que o amor sempre esteve ali, eu que não havia ainda percebido. Hoje completamos 15 semanas, 15 semanas de amor.


A cara do orgulho
Foto: Flávia


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Lady Laura

No dia 12/08 fui fazer a ultra que na minha opinião é a mais importante de todas: a translucência nucal. Graças à Deus tudo bem com o baby 02! A médica que fez a ultra, que também é uma amiga muito querida, checou todos os pontos importantes: a própria TN, o ducto venoso, osso nasal, entre outros e apesar de saber que tudo anda bem é sempre muito confortante ver na telinha que o bebê tá lá todo protegidinho por placenta e líquidos!


Lógico que também rolou a curiosidade de saber o sexo né?? De novo, a médica que fez a ultra não só é uma amiga querida como também é mega competente, e ela me deu uma probabilidade de 70% numa menina!! Sim,outra vez!! Meu mundo é cor de rosa??? Bem, como 70% não são 100% vamos esperar até a 16ª semana (dia 05/09) para termos certeza né?? Se for menina, o nome mudou de novo!!!! Será LAURA; LADY LAURA!

Com isso, já começaram os comentários... "Poxa, mas você não terá um casalzinho??", "Vai tentar o terceiro, né?".... PARAAAAAAAAAAAAA.... Casalzinho? Olha, primeiro que ainda não temos certeza, e se for menina será um casalzinho de meninas!! Agora, o terceiro??? Tá brincando ou tá me confundindo com a Santa Parideira?? Não, né?? Não digo nunca, mas agora definitivamente não!! E quanto a ter um menino, sim, eu gostaria, mas tenho um afilhado lindo, então tá tudo certo!

Já começaram, também, as perguntas sobre parto. Todo mundo sabe que Luiza nasceu de cesárea e esse é, pra mim, um assunto delicado. Aliás, eu ando um pouco chateada com insinuações de mães, que pariram naturalmente, alegando serem melhores porquê seus filhos vieram ao mundo de forma natural. Tomar no cú feelings!

Olha, eu até concordo que o parto natural é melhor e ando estudando muito sobre o assunto e me informando e formando a MINHA PRÓPRIA OPINIÃO, mas daí a dizer que é melhor mãe por isso... Acho melhor rever os critérios de boa maternidade, #ficaadica.

Por isso, sexo do bebê e modo de nascer: acompanhem os próximos capítulos!

Beijos

segunda-feira, 22 de julho de 2013

"Tá grávida? De novo? Loucaaaaaa! Mas, já sabe qual é o sexo?"


Existem variações, mas o que eu mais tenho escutado após dar a notícia da minha segunda gravidez é isso! As variações estão entre louca e corajosa e cá entre nós os dois soam bem ruim.

Não que eu ligue, vamos lá, eu não ligo! Quem vai ter filho sou eu, quem vai ter trabalho com dois filhos pequenos (gente, eu sei, ninguém precisa me falar isso) sou eu e quem vai ficar enorme de gorda porquê não há corpo que aguente duas gravidez em dois anos, bem, sou eu (acreditem, eu tive que ouvir isso)! Nada que eu não leve na esportiva porquê com uma filha pequena e outro a caminho, taí uma coisa que eu aprendi a fazer: levar à vida na esportiva.

E as pessoas não tem piedade, e algumas até uma cara-de-pau sem tamanho e perguntam: -"Você tá assustada?"; Como assim, assustada? Filho não é assombração, gentem!! Filho é bom, muito bom, aliás eu acho filho tão bom que já tô no segundo! Quer mais o que??? Contra fatos não há argumentos!

Lógico que eu fico com um receio de como vai ser quando o outro nascer, que a Luiza ainda será pequenina (terá um ano e quatro meses) e todos os medos que QUALQUER mãe que já tenha um filho teria. A idade deles não importa, eles demandam nossa atenção da mesma forma e eu acredito que quanto mais velhos mais suscetíveis à ciúmes serão (MINHA opinião, tá?).

Se a Luiza terá ciúmes? A Luiza vai se dar bem com o novo bebê? Como ela vai lidar? Será que ela vai gostar? Ei paraaaaaaaaa, tudo! Gente, não sei! Não tenho bola de cristal! 

Aliás, se tivesse poderia responder a pergunta que não quer calar! -"Mas, você já sabe o sexo?" NÃO, EU NÃO SEI O SEXO!; -"Ah, mas faz aquele exame que dá pra descobrir o sexo pelo sangue..." AQUELE EXAME SE CHAMA SEXAGEM FETAL E CUSTA 351 REAIS, o mais barato!; - "Ah, mas tomara que seja um menininho, né?" POR QUÊ TOMARA QUE SEJA UM MENININHO? POR QUÊ EU TENHO UMA MENINA? QUAL A OBRIGAÇÃO DE TER UM CASAL????

"Ah, confessa, você tem uma preferência!" TENHO? NÃO, NA VERDADE EU NÃO TENHO! EU AMO SER MÃE DE MENINA E TENHO CERTEZA QUE AMAREI SER MÃE DE MENINO DA MESMA FORMA. A MINHA PREFERÊNCIA É QUE VENHA COM SAÚDE E SEJA FOFO IGUAL A LUIZA (isso sim, rsrsrsrsrs)

Então é isso, não sou louca, nem corajosa, sou apenas mãe que sempre soube que teria dois filhos e que a diferença entre eles não seria grande. E não foi. Amém! Não sei o sexo, isso só deve acontecer daqui umas 6/7 semanas e eu juro que contarei aqui e em todas as redes sociais, afinal gravidez, maternidade e vida compartilhada: a gente vê por aqui!

Vamos lá, começem as apostas! Carolina ou Cecília, se menina e Davi, se for menino! Qual o seu palpite? Pode dar, fui eu quem pedi!

Bjs Bjs

quarta-feira, 26 de junho de 2013

O número que mudou minha vida no susto, capoft!

Um número já mudou minha vida antes e por mais que eu soubesse que poderia acontecer, não deixou de ser um susto! Um susto, porém, feliz demais da conta!! Preocupações de lado, se Deus permitiu, sabe que eu dou conta e por isso me sinto realizada!



Agora lá em casa é igual Tropa de Elite: 01 e 02!! Não gostou? Pede pra sair!!! Hahahahahaha!!!

terça-feira, 28 de maio de 2013

Shanta o quê??

Shantala... Ah, a Shantala! Como desejei que funcionasse... Como desejei que a minha filha aproveitasse a massagem que eu queria aplicar com todo o carinho do mundo! Não sabe o que é? Leia mais aqui.

Como disse, Luiza teve muita cólica - foram 4 meses de sofrimento: dela e meu  (e do pai dela, também)! Elas surgiram com mais ou menos 20 dias de vida, ficaram críticas por volta dos 2 meses e meio e finalmente acabaram por volta do 4º mesversário da Luiza. Foi barra! De 18:30/20h até 22:30/00:00 nada acontecia na minha casa a não ser choro e mais choro (do bebê e meu); isso quando não acontecia, também, ao longo do dia!

Eu dei chupeta e me arrependi (porquê disseram que dava mais gases e depois desarrependi porquê ganhava alguns minutos de silêncio), eu dei Endorus e não senti diferença, eu dei Luftal e não senti diferença, eu deixei de tomar leite de vaca e derivados e não senti diferença. Aliás, nada que eu fizesse fazia diferença. O que me ajudou foi o secador (de cabelo, se quiser saber mais) e uma bolsa de ervas que colocada no microondas fazia milagres.  O resto foi paciência e muito colinho. 

Antes, porém, de usar a bolsinha eu tentei chá de camomila e de erva-doce e me perdoe o pessoal da antiga, isso não serve pra nada (se eu tiver um segundo filho com cólica não daria). Ah, e tentei a Shantala! Com direito a toalhinha aquecida, óleo natural, mão aquecida e todo o ritual que prometia resolver o problema!

E advinha o que aconteceu?? Luiza chorou mais e mais!! Eu tentava fazer a massagem, com suavidade e carinho e ela chorava e chorava, ai só pegando no colinho pra acalmar e se colocasse na cama de novo lá vinha mais chororó! Eu insisti, sabe? Parecia tão bonito, assistia vídeos no YouTube e via aquelas crianças curtindo, interagindo com a mãe... E Luiza? Interagia também...mostrava uma garganta como ninguém!!

A pediatra da época chegou a cogitar a hipótese de intolerância a lactose e alergia à proteína do leite da vaca. Apesar de Luiza ter muita cólica, não apresentou refluxo, assaduras, diarreia, vômito ou qualquer sintoma que pudesse estar relacionado aos problemas acima. Ela teve cólica e gases e só! Cheguei a ir, por recomendação de uma amiga, no Instituto Fernandes Figueira pois um outro pediatra da Luiza disse que a pega da Luiza no meu seio estava errada e ela estava ingerindo mais ar do que deveria. Adorei o IFF, mas foi difícil fazer a Luiza, que já estava com 1 mês e 22 dias pegar o peito de maneira diferente (até hoje a pega dela é  um pouco errada). Aliás, eu recomendo muito o IFF para dúvidas e incentivo à amamentação.

Infelizmente não há muito o que fazer em relação à cólica nos bebês. Não se sabe ao certo porquê uns tem e outros não, ocorre com primeiros, segundos ou terceiros filhos e tanto em meninas como em meninos. O importante é prestar atenção no bebê pra garantir que o choro é decorrente disso e não de outro problema, uma vez que é muito difícil saber o motivo do choro de um bebê.

A boa notícia é que passa! Enquanto isso, você pode ir tentando as 999 dicas que todo mundo dá quando o bebê está chorando com cólica (e você desejando que o povo vá catar coquinho) e também a tal shantala!

Shanta o que??? Pra mim, não deu!

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Espelho, espelho meu: existe alguma mãe melhor que eu?



Lasque-se a mais bela, o que eu quero é ser a melhor das mães! A bruxa má (e bela) que me desculpe!

É que ser mãe é uma coisa competitiva! Nasceu o filho ( e uma louca competidora também), foi dada a largada - "Nasceu com quantos quilos?", "Quantos centímetros?" Perguntas aparentemente inofensivas até que começam as inevitáveis comparações!

Seu filho nasce com 3,290kg e 49 cm. O de fulana com 3,300kg e 50cm ? Humm, nasceu muito maior do que o meu!!! E se nunca pensou algo parecido, você é uma abençoada e mentirosa!

Porque tudo que alguém faça aparentemente melhor do que você é uma pulga atrás da orelha. Se um bebê cresce mais que o seu, logo vem a pergunta: será que estou alimentando a cria corretamente??

Quem nunca questionou o pediatra sobre algum assunto dizendo: "Sabe o quiquié... A filharada alheia faz, a minha não..."??? Por exemplo, Luiza (minha filha) custou a aprender a rolar. Sim, eu colocava ela de bruço e seguia todo o protocolo incentivador e ela O-DI-A-VA! E eu insistia e várias vezes desisti pois achava que era melhor não rolar do que chorar... Só que todo mundo queria saber se ela já rolava, corria, fingia de morto e o cacete a 4! E eu preocupada... Ai ia no pediatra e "Sabe o quiquié... a filha de fulano com 6 meses já rolava, sentava e engatinhava... a Luiza, poxa, nem rola..."

E o pediatra, pacientemente, explicava que cada criança tem seu tempo, que as crianças não são iguais e que temos que respeitar o passo de cada uma e que ESTAVA TUDO BEM COM A LUIZA. A título de curiosidade, Luiza rola, senta e já engatinha (com 7 meses e meio apesar da aparente demora)!!!

Mas, ai vem a amiga do blog do lado e comemora que a criança dela andou aos 9 meses e você já começa a se preocupar novamente... Será que eu sou a única louca? Favor não emitir opinião.

Fato, toda mulher quer ser a melhor mãe. E a gente compete entre si. A competição é velada e não há trapaças (apesar de ter mãe que mente, principalmente sobre o assunto mais tenso de todos que é dormir a noite toda), mas a gente compete entre si. Creio, porém, que é inofensivo pois o que queremos mesmo é que nosso filho se desenvolva forte, feliz e saudável. Ah, e o filho dos outros também!

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Criticando a mãe alheia


Eu sou do tipo que literalmente sempre cagou pro que os outros pensam. Era total adepta do falem mal, mas falem de mim e pensava que opinião é igual bunda, sabe? Cada um tem a sua.

Só que aprendi uma coisa com a maternidade: não se critica a mãe alheia (nunca). E daí, que quando o assunto é a forma como cuido da minha filha (ou qualquer coisa relacionada a ela), eu me preocupo com o que os outros falam: se for crítica eu fico mordida (leia-se emputecida com os olhos ardendo em ódio) e se for elogio eu fico me sentindo (leia-se cheia de orgulho).

Porque a forma como cuidamos de nossos filhos é muito pessoal (perdoem a redundância) e o particular de cada mãe é assunto indiscutível. A bandeira que eu levanto é: JAMAIS CRITIQUEM A MÃE ALHEIA.

Você não sabe quem é aquela mãe, o que ela passou ou passa, como ela foi  criada, em que condições (ou sem condição alguma) cria seu filho. Não sabe se é mãe solteira ou com marido (que ajuda ou atrapalha), não sabe se ela está num dia ruim, se está cansada, se está com dor de cabeça, se tem dois empregos pra cuidar do filho ou se simplesmente optou por ir a manicure pois não aguentava mais roer cutícula.

Tem mãe que cria filho pra si, mãe que cria pro mundo e mãe (como eu) que cria pra si e pro mundo. Tem mãe que amamenta e curte (EU EU EU), tem mãe que amamenta por obrigação e tem mãe que não amamenta. Tem as que não amamentaram porque não puderam e as que não amamentaram porque não quiseram. E quem somos nós pra julgar?

Falo isso porque já me peguei criticando a mãe alheia e também já fui criticada. E dói. Dói porque lá dentro incomoda de alguma forma. Quem não quer ser o modelo de super mãe, livre de falhas e elogiada por todos?? Quando o assunto é filho, acho que a maioria (olha a crítica implícita) é leoa e está pronta pra grunhir, esfolar e até mesmo matar ao sinal de qualquer ameaça e isso inclui receber críticas.

Cada mãe é única e o meu jeito de cuidar pode não ser bom pro seu filho. O meu jeito de ser mãe (que é meu e de mais ninguém) é bom (espero) pra mim e pra minha filha. Assim, vamos lá: ninguém é melhor ou pior mãe porque pariu naturalmente ou teve cesárea, ninguém é melhor ou pior mãe porque amamenta ou não, ninguém é pior ou melhor mãe porque deixa ver televisão ou não, ninguém é melhor ou pior mãe porque não deixa o filho chorar ou permite que chore. 

Os seus motivos são seus e cada uma sabe onde a ferida coça. Assim como os conselhos do pediatra, que nem sempre devem ser levados em consideração - POIS ELE NÃO DORME NA NOSSA CASA, guarde seus comentários pra si e continue sendo a mãe que é ( e torça pra não ser criticada).

Se não é mãe ainda: - "Perdoe PAI, elas não sabem o que dizem!" (Sim, a coisa é meio Jesus Cristo mesmo).


                  

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Para a minha mãe

Ontem foi Dia das Mães e eu chorei e me emocionei muito, afinal o primeiro a gente nunca esquece!! Acordei com marido desejando feliz dia das mães, bebê mamando deitadinha com a mamãe, muito paparico, florzinha e café prontinho me esperando (além do habitual soninho até mais tarde porquê domingo é dia de mamãe dormir até as 9 da manhã enquanto bebê fica com o papai). Fomos para a casa da minha mãe, A.K.A A Melhor Mãe do Mundo, ganhei presentinhos dos irmãos, da minha mãe e o melhor presente do planeta!!! Assista AQUI.

E como era dia das mães, eu me peguei pensando na minha... Atire a primeira pedra aquela que nunca reclamou da mãe. Eu assumo que reclamei, e muito, da minha! Disse que a odiava, disse que ela não sabia das coisas, disse que ela era uma péssima mãe e que não queria a minha felicidade. E me arrependo disso. Ok, que eu só me arrependi quando a minha filha nasceu (e senti na pele a maternidade), mas eu me arrependi.

Nossa, e como! Coitada, mãe, que teve que ouvir isso depois de tanta dedicação. Por várias e inúmeras noites em claro, pelo pós-parto, pelos dilemas de ser uma nova mãe (com 21 anos!!!), pela falta de experiência, pelo bico do seio rachado, pelas dúvidas, pelo esforço de continuar sendo mulher após a maternidade... pelo fato de ter dedicado uma vida inteira à mim (e continuar dedicando e agora à Luiza)... E eu só sou mãe há 7 míseros meses!!! Imagino o que vou sentir se Luiza disser que me odeia (e eu tenho quase certeza que ela dirá isso um dia, não importa o quanto legal eu vá ser como mãe), que eu não sei das coisas... Vai doer e vai doer pra cacete! Minha cara fica vermelha de vergonha pelas vezes que fiz isso com você (me sinto uma filha ingrata de merda e fui).

Mãe, pelas vezes que me disse (em vão) pra não fazer isso ou aquilo, pelas vezes que de fato me impediu de cometer inúmeras besteiras, pelos castigos, por tudo que tentou me ensinar (e ensinou) e até pelas surras que eu (merecidamente sem exceção) levei, MUITO OBRIGADA! Obrigada por relevar as merdas que eu disse, por continuar firme e forte no seu jeito de ser mãe (apesar das reclamações e críticas) pelo seu jeito leoa de ser, por estar sempre por perto, por brigar comigo sempre, sem desistir, por tudo... Você é, sem dúvida, a melhor mãe do mundo!

Se você errou? Não sei. Acredito que mãe não erra. É tão absurdamente difícil ser mãe que não pode haver certo e errado! Foda-se a psicologia, foda-se o que os outros possam pensar! Eu quero ser metade da mãe que você foi e é pra mim. 

Antes tarde do que nunca, né?

Uma vovó babona, cada dia mais!

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Confessionário: o que eu não contei

Primeiro de tudo: meu blog não é um blog materno nem é um blog novo. Ele já existe há muito tempo, quando eu sequer pensava em ser mãe. Ele se chamava Criando Teorias, mas como eu não criava teoria alguma, se tornou uma espécie de diário. Diário, porém, é onde se escreve tudo o que se pensa e, no meu caso, isso seria impublicável. Ai eu pensei no nome O Publicável Mundo de Angélica; o nome colou e ficou. Daí que quando eu engravidei acrescentei o Mais Uma, ficou legal e eu deixei, e assim vai ficar.

Diário, publicável ou não, é um confessionário. Nele, escrevemos o que nos alegra, entristece, enaltece ou incomoda. Como nesse momento eu ando muito maternal (por que será?) é normal que o assunto aqui seja esse, pois mundo de mãe de primeira viagem é assim (materno). 

Então, confessando... Ultimamente, inúmeras campanhas defendendo o parto natural surgiram e me colocaram pra pensar. Por isso, resolvi compartilhar como foi o meu parto e a minha opinião sobre o assunto.

Como já disse antes, Luiza não foi planejada (desejada, sempre). Quando descobri a gravidez, não havia antes pensado sobre como meu filho viria ao mundo (conversei uma vez ou outra sobre mas nunca realmente pensei no assunto) e fui fazer o pré-natal sem considerar o parto em si (pois ainda faltava muito tempo). A primeira obstetra que me atendeu só fazia cesárea e eu queria ter a opção (parto normal ou cesárea) e procurei outros. Cheguei à um que me disse que faria parto normal se tudo estivesse bem (e aí eu já deveria ter desconfiado), mas que mais pra frente conversávamos melhor sobre o assunto.Gostei dele, de verdade, me pareceu confiável e iniciamos o pré-natal. 

Apesar de considerar o PN como opção, ainda tinha a idéia de que a cesárea seria melhor para o bebê, que o faria sofrer menos, que o PN arrasa com a mulher, que deixa sequelas, que o bebê pode quebrar a clavívula quando está nascendo... Não conhecia um universo chamado parto humanizado (todo parto humanizado não necessariamente é um PN e definitivamente nem todo PN é humanizado) onde o bem estar do bebê e da mãe são levados em consideração e somente em casos onde realmente é necessária a intervenção, é feita a cesárea.

Minha gravidez não poderia ter sido melhor: calma, feliz e sem intercorrências. Todo mês tinha consulta e como estava casando/mudando de casa/mudando de vida, foi tudo muito corrido e o assunto parto ficou ali guardadinho (com o osbtetra dizendo que marcaríamos uma data, mas que se tivesse tudo bem faríamos PN). 

Casei, mudei de casa e já com 6 meses de gestação era hora de pensar no assunto. Conversei com o obstetra e disse à ele que gostaria de tentar parto normal (foi a primeira vez que eu falei isso explicitamente). De novo, ele disse que marcaríamos a data mas que se tudo estivesse bem ele faria PN. Os sete meses vieram e foram, os oito chegaram e já no final de setembro (com 36 semanas) eu me preocupei com a data do parto. Ele disse que ainda não estava na hora e eu acatei (afinal tudo estava realmente bem com a Luiza e comigo). As 38 semanas chegaram e finalmente a hora de marcar a data do parto também.

Luiza completaria 40 semanas no dia 12 de outubro (feriado). O obstetra então me diz que iria viajar no dia 8/10 e só voltaria no dia 15/10 e que achava melhor fazer antes disso. Oi??? O que aconteceu com tentar a PN?? Eu estava com 38 semanas, feliz e sorridente e pensei imediatamente que havia sido levada na conversa por um médico que NUNCA considerou PN. Só que com 38 semanas, o que poderia ser feito?

Aceitei (cheia de receio), e a cesárea foi marcada para o dia 6/10. No dia seguinte o meu tampão mucoso saiu e ao ligar para o médico ele me recomendou repouso para que a Luiza não nascesse antes do tempo (e, de novo eu acatei). Não conversei sobre o assunto, não li a respeito, não me envolvi e assumo a culpa por isso. Falo em culpa, pelo que aconteceu na sala do parto e que volta e meia me incomoda profundamente.

Luiza chegou ao mundo as 15:25h do dia 6/10, exatamente 25 minutos depois de eu deitar numa sala fria pra tomar anestesia. Não teve emoção da bolsa estourando, não teve dor de parto, nada. Ela foi arrancada da minha barriga e foi direto para as mãos do pediatra que após 5 minutos, colocou no meu colo por 2 minutos e a levou embora para só quase 3 horas depois voltar para os meus braços.

ODIEI!!! Achei frio, me arrependo de não ter lido, conversado, opinado e colocado pé firme para ao menos uma real tentativa de PN. 

Considerações pessoais

De cunho materno: 

Quando nasce o bebê, a mãe quer ter o bebê no colo e ficar com ele. Não tem essa de levar para a incubadora. Minha filha nasceu de 39 semanas e 3 dias, pesando 3,190kg, medindo 49 cm, apgar 9 ao nascimento e 10 após 5 minutos; pra que ficar 2 horas na incubadora?? Disseram que é o procedimento padrão... Então por quê bebês que nascem de PN não ficam em incubadora???

De cunho espiritual/psicológico: 

Sempre achei que era necessário conversar com o bebê ainda na barriga. Isso não li em livro algum, apesar de milhares existirem nesse sentido. Sempre conversei com a Luiza pra dizer a ela que a amava e que era mais que bem vinda na minha vida (tem gente que acha loucura, mas azar de quem pensa assim). 

Próximo ao parto (lá pela semana 37/38) estava lendo o livro "Nossos Filhos São Espíritos" (recomendo até pra quem não tenha filhos e nem pensam em ter) justamente na parte sobre o nascimento. Lá explica que o feto diz o momento que está pronto para nascer e a cesárea é uma limitação no direito do feto de indicar a hora que deseja vir ao mundo. Assim, a cesárea é uma violência com o feto que não está pronto pra nascer. Pensando nisso e na culpa já crescente que eu sentia, começei a dizer a Luiza que ela nasceria no dia tal, na hora tal que se preparasse pra isso pois eu estaria ali a esperando com os braços abertos (por 2 minutos).

O nascimento da minha filha, a coisa mais esperada por mim, foi longe de ser o que eu tinha imaginado. Foi frio, foi impessoal e dói pensar que ela mal ficou comigo quando nasceu (mesmo que depois não tenha saido mais de perto). No meu ver esse primeiro momento - e o colinho da mãe - é de extrema importância para o bebê que sai de um lugar quentinho e escuro e chega ao mundo frio e cheio de luzes e que me foi negado. Tecnicamente, porém, não tenho do que reclamar pois foi rápido, indolor e deixou uma cicatriz bem pequena.
 
Por esses motivos, sou à favor do parto normal onde a criança dita a hora em que está pronta para vir ao mundo e vai direto pros braços da mãe que a espera com muito amor (e leitinho) pra dar.

Quem sabe no próximo?

Apesar de tudo, o amor é enorme e não muda se cesárea ou parto normal

quinta-feira, 9 de maio de 2013

O Meu Primeiro Dia das Mães - Oficial


Esse será o meu primeiro dia das mães. Sim, eu já estava grávida ano passado e me considerei mãe na ocasião mas hoje definitivamente vejo que não poderia, ainda, ter sido considerada mãe.

Mãe é algo muito maior e vai muito além da barriga. A gravidez, em si, é bastante especial mas o bebê tá ali protegido e tranquilo e sinceramente não atrapalha nem muda em nada a sua vida (salvo quando a gravidez é de risco, mas estamos falando de mim, e a minha gravidez foi uma benção).

Sim, desde a barriga a gente ama, planeja, idealiza, se preocupa. Porém, balela perto do que está por vir;  até porque na barriga a gente imagina algo que na realidade é muito diferente (comigo foi assim). Por isso, mãe mesmo eu sou agora (minha filha está com 7 meses).

O que eu descobri com a maternidade:

1) Ser mãe é difícil e é difícil pacas - as dúvidas são sempre as mesmas: Será que estou fazendo o certo? Será que estou dando amor de menos ou amor de mais (se é que isso existe)? Será que ela está comendo o suficiente? Será que o cocô dela está bom? Será que ela tá suando demais? Será que ela está feliz? Será que ela sabe que é muito amada? Será, será, será?

2) Ser mãe é ter sempre sentimentos contraditórios. Lembro que uma vez, depois de exaustivas horas de choro da Luiza, ela finalmente dormiu e eu senti uma saudade absurda dela (mas antes estava puta porquê ela não dormia). Sim, eu amo a Luiza, amo estar com ela, mas as vezes, só as vezes, eu preferia chegar em casa e fazer nada ou sair pra tomar um chopp sem me sentir culpada de não estar com ela (por isso e porquê amamento ainda não fiz isso). Eu odeio a Galinha Pintadinha, mas ontem sai de casa cantando: Borboletinha, tá na cozinha, fazendo chocolate para a madrinha, poti poti... (e eu estava sozinha).

3) Nunca mais eu vou dormir. Não com a tranquilidade e frequência com a qual antes dormia. Depois que se é mãe a vida é uma eterna preocupação. Hoje se preocupa em verificar se está respirando; amanhã se já voltou da night.

4) Ser mãe é extremamente gratificante. Não importa o quanto trabalho você tenha, o sorriso de um filho deveria estar entre as 7 maravilhas do mundo. Nada é mais feliz do que isso. 

5) O real significado da palavra amor só se aprende quando se é mãe. Antes disso, todos os amores são condicionais, temporais ou inexistentes. O amor de mãe é incondicional. Não tem mas, porém ou no entanto. É amor e ponto. 

6) Minha mãe é foda. Isso eu já sabia mas só aprendi a dar valor com o valor que é devido quando fui mãe (e acho que é assim com a maioria). Sabe, ser mãe é muito mais do que parir, muda muito a sua vida, muda a forma como você enxerga o mundo, muda a mulher que você é. Saber resgatar a sensualidade, administrar o lar,  manter um casamento (por 33 anos) e cuidar de 3 filhos é incrível! Mãe, você é minha heroína!

Mãe, esse ser super.


FELIZ DIA DAS MÃES!!!

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Sobre a mãe que eu sou

Daí que de repente todas as mães resolveram colocar a boca no trombone. Ou será que sempre o fizeram e eu só percebi agora pois nesse momento estou imersa nesse mundo, digamos, materno?

Eu sempre sonhei em ser mãe, vim com o relógio biológico ligado no modo ser mãe. Mas, confesso, nunca pensei no que isso envolvia. Nunca pensei que minha vida mudaria, nunca me planejei para isso.Ai eu engravidei, não estava casada, nem pensava nisso e fiquei muito feliz com a notícia pois ia ser mãe. E, de novo, não pensei no que isso significava. O então pai da Luiza, virou marido e a gente curtiu muito a gravidez e se preparou como possível para a chegada do bebê. 

Ela nasceu: linda, cheia de vida e sáude; e chorona, e com cólicas e trabalhosa - pronto, aquela idéia do bebê fofo, cheirosinho, nhé nhé morreu. Independentemente disso, eu abracei a maternidade com tudo e fui fazendo aquilo que eu achava certo. 

Sempre quis ser a MELHOR MÃE DO MUNDO. Só que quando a Luiza nasceu e o chororó começou eu me perguntei: Angélica, que caralho é esse de ser a melhor mãe do mundo? Eu tinha aquela idéia, da criança embalada nos tecidos mais suaves, com as roupas mais cheirosas e engomadas, com tudo limpinho, esterelizado e livre de bactérias. A-ham! Senta lá, Cláudia!

Durante o primeiro mês, ferviamos, marido e eu, a água do banho da Luiza. Durante o segundo mês, ferviamos, marido e eu, todas as chupetas da Luiza. Durante o terceiro mês, idem. No quarto mês, ah vá pra casa do cacete essa porra de ferver chupeta, lava com água e sabão. No quinto: caiu pra cima? volta pra boca. Entre outras coisas... 

Luiza começou a comer papinhas e eu colhi um acervo incrível de papinhas gourmet para a Luiza, queria fazer todas, experimentar com ingredientes fresquinhos, colhidos da horta mais confiável e até mesmo pensei em criar uma em casa para que ela tivesse ingredientes sem agrotóxicos; queria tudo orgânico! Mas ai a realidade é que vivemos num país atrasado em que orgânicos além de difíceis de encontrar são muito caros e com o preço de uma batatinha orgânica dá pra levar o hortifruti cheio de agrotóxicos. E de novo, a idéia foi pro cacete e Luiza come suas batatinhas, cenouras, abóboras e espinafre normais mesmo e vamos que vamos!

Luiza começou a ficar no chão e eu na neura de que ninguém podia pisar no tapetinho dela. Só que os outros não pensam como você. Você se preocupa em não respirar na cara da criança e vem uma criança catarrenta e quase come a cara do seu filho. As pessoas pisam no tapetinho, tocam na mão da criança sem lavar as mãos e o que você pode fazer??? Dar chilique e reclamar ou rezar pra que tudo dê certo e que a teoria de que isso é anticorpo tá certa? Até os cinco meses, eu reclamei. Depois, relaxei pois quando o bebê vai pro chão as coisas meio que fogem do controle e se eu for reclamar vou viver reclamando.

Eu tinha uma neura em deixar a Luiza chorar, não queria que ela chorasse nunca. Ai minha mãe e a primeira pediatra (sim, ela já passou por três) disseram que chorar é importante para o desenvolvimento do pulmão e da fala. Mas, quanto é "bom" deixar chorar?? Eu não deixava, passava dois minutos e tava eu ali com ela no colo de novo... Ai me criticavam porque ela ia ficar mimada, dengosa, manhosa e patati patata... E, por outro lado, reclamavam que eu deixava chorar... Vá pra casa do caralho define. Hoje, eu aprendi a dosar: sei quando é manha e quando a coisa é séria e não ligo pros olhares feios de reprovação quando deixo ela choramingar!

A questão é: o que é ser a melhor mãe do mundo?? Como é ser a melhor mãe do mundo?? Decidi, a partir dai, que serei a mãe que eu sou: a melhor para mim (sim, isso é importante) e para a minha filha.

"Faça o que dita o seu coração. Seu instinto de mãe é muito mais importante que mil teorias juntas. As teorias podem cair em desuso por ficarem fora de moda ou por serem equivocadas. O instinto materno é o mesmo a centenas de anos. Ninguém no mundo pode ser, para seu filho, melhor mãe do que você" - Dr. Zalman Bronfman


terça-feira, 7 de maio de 2013

Eu me sinto assim, meio canalha...

Hoje, uma amiga recomendou que eu assistisse o próximo episódio de uma série do GNT intitulada "As Canalhas". O próximo episódio, que será segunda-feira às 23h (e que eu não sei se vou conseguir assistir pois mãe de filho de 7 meses não deveria estar acordada a essa hora ainda mais se o filho em questão não sabe o que é dormir além das 6:30h da manhã e esse horário é a glória) e será sobre o quê??? Maternidade (e esse é o assunto do momento). A chamada do programa, contou ela já rindo, é uma moça dizendo algo tipo assim (não sei exatamente como é a chamada, tá gente): Maternidade?? Sim, que coisa linda... Aquela coisa bonita, que todo mundo quer... Sim, muito bonito... Só que não!! Não tem glamour, não tem tempo para pentear os cabelos, coçar os ouvidos e por ai vai...

Sabe o quê?? Me identifiquei. 

ANTES DE QUALQUER COISA, PELA MOR DE DEUS, não vá pensando que eu não amo ser mãe. Que FIQUE BEM CLARO, eu não só amo como sou também viciada em ser mãe, EU ADORO MUITO! 

Só que vamos lá... Antes de ser mãe, a ignorante aqui achava que era igual comercial da Johnson, sabe em que o bebê e a mãe (linda, maquiada, de escova nos cabelos e bem vestida) tá lá super sorridente com o bebê tranquilo que não chora...

Em que planeta?

Eu tive um choque de realidade!!! Sem exagero, que eu não sou uma pessoa exagerada, mas isso ai de comercial de bebê e mamãe não existe!! Os quatro primeiros meses da minha filha foram bem difíceis e estressantes e as últimas coisas que passaram na minha cabeça foram maquiagem e escova. 

Entre outras coisas... Por exemplo, eu passei uma semana inteira sem lavar o cabelo pois estava tão exausta que isso não parecia importante (mesmo que fedesse e coçasse pra diabo), eu fiquei dois meses sem depilar as pernas (aff define), eu deixei de escovar os dentes algumas vezes por muita preguiça... 

Ai você pensa: "ah, coitada, mas você não teve ajuda??"... Então, tive mais ou menos... eu sou dessas que acho que eu faço tudo melhor e que ninguém faz tão bem como eu. Se você é dessas, mesmo que as pessoas estejam por perto não vai ajudar muito. E tem outra: NO FIM DA CONTA QUEM RESOLVE MESMO A SITUAÇÃO É A MÃE!!! ENTÃO PRA QUE ENTREGAR O BEBÊ NA MÃO DE OUTRA PESSOA SE NO FIM (LEIA-SE QUANDO O BEBÊ JÁ ESTÁ NA ESCALA 10 DA CHORADEIRA) ELE VAI VOLTAR PARA OS SEUS BRAÇOS???

Luiza (minha filha) teve cólicas e foram muitos e muitos dias (começaram quando ela tinha uns 20 dias de vida, aliviaram por volta dos 3 meses e só acabaram de vez  - e todas comemora - por volta dos 4 meses) angustiantes. E quando ela não estava com cólica, ela estava tchan na na nam??? Deixando a mãe descansar, assistir tv ou ler um livro??? Lógico que sim (só que NÃO!!) Ela estava mamando!!! Ou seja, durante quatro meses foi um tal de segura bebê por conta da cólica ou segura bebê pra dar mamar!! E por mais que isso (amamentar) seja apaixonante ( e é, juro que é) é cansativo pra cacete!  Muito cansativo! E sim, eu pratiquei e pratico (quando estou com ela) livre demanda!

Agora me responde. Em que planeta a mãe que está mega cansada consegue pensar em maquiagem e escova??? Olha, admiro muito as pessoas que conseguem pensar nisso (desde que cuide do seu filho, não vale para as que tem babá)!!

Minha opinião sobre maternidade: É bom, é muito bom; te torna mulher (de verdade), te traz uma sensação de poder inabalável, te dá prioridades, te faz aproveitar o tempo como ninguém, te faz sentir plena.  Agora, decorar a maternidade com florzinha e pasta americana é uma puta sacanagem com quem ainda não foi mãe!

Minha opinião, tá gente?

Ai, por isso, eu tava aqui pensando que esse programa poderia ter sido escrito por mim... Hahahahaha!!!

Momento calmo e tranquilo, mas sem mamãe maquiada e com escova...

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Ando me sentindo assim...


Nunca fui uma pessoa muito paciente... minha mãe conta que desde muito bebê eu reclamava quando as coisas não saiam do jeito que eu queria (e eu acho que a Luiza é exatamente assim.... tôfudida feelings...). Claro, que com o tempo (e uma ajuda fundamental do Ramatis/Espiritismo), eu mudei bastante e me orgulho de ter me tornado uma pessoa sensata.

Ultimamente, porém, tá difícil! Ando muito irritada, impaciente, nervosa, estressada, literamente à beira de um ataque de nervos. Não sei se é a falta de sono (uma noite de sono mal dormida sempre me deixou mal humorada e eu não sei o que é dormir uma noite inteira desde que a Luiza nasceu há seis meses), se  são hormônios (não sei quanto tempo depois da gravidez eles voltam ou se voltam ao normal), ou se eu simplesmente cansei. Sabe, eu sinto falta de fazer nada! Sabe, quando alguém te pergunta: "E aí? Vai fazer alguma coisa hoje?", e você responde: "Nada"! Então, saudade de fazer nada!!!

Realmente não sei o que é, mas nesse momento da minha vida a imagem abaixo se identifica comigo...



É... Acho que cansei! Simples assim, como ponto final em fim de frase.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Ser mãe é...

Voltei a trabalhar há três semanas. Confesso que na primeira semana, estava meio que "inlove" com o trabalho e com a volta à vida que é mais ou menos parecida com o que eu tinha na era pré-baby. Ok, na segunda eu ainda estava curtindo o fato de poder almoçar sem ficar distraindo um bebê e não ter que inventar maneiras de entreter uma criança que basicamente só fica deitada. Agora, na terceira semana, bem, eu comecei a ficar com saudade, muita saudade, e pensar na minha filha a cada 5 minutos se tornou a realidade. Como lidar?

Não há maneira certa ou errada quando o assunto é filho. Isso você só aprende quando tem o seu. Isso é indiscutível. Lembro que muitas vezes ouvi pessoas falando sobre filhos e pensava"quando tiver meus filhos nunca que farei isso" e por muitas outras vezes pensei que era um tremendo exagero por parte da mãe ou até mesmo frescura ou chatica ou as duas coisas juntas. Eu já ouvi isso e concordo: maternidade é um eterno cuspe pro alto. Tudo aquilo que você julgou um dia absurdo, acaba funcionando perfeitamente na sua vida com filhos. 

Por exemplo, chupeta. Eu O-DI-A-VA chupeta. Sempre tive comigo que meu/inha filho(a) nunca chuparia chupeta. Mas, advinhem?? Bastou Luiza começar a ensaiar um choro mais consistente que tchanãm! -  a chupeta foi parar bem na boca dela. E querem saber? Eu amei! Ainda vou lançar uma camiseta estilosa com os dizeres: I S2 CHUPETA (não importa o quão ruim isso soe). Tenho mais exemplos, mas ficaria aqui uma eternidade levando cuspe na cabeça...

Você se dá conta que sua vida mudou e mudou pra cacete. E não é só fisicamente, é principalmente emocionalmente! Com o tempo, percebemos que as mudanças físicas na verdade são pouca coisa, talvez com exceção da bunda (é gente, a bunda, traseiro ou o que você quiser chamar) que leva um tempo pra entender o que aconteceu... Minha teoria é de que como ela não consegue enxergar a barriga ela é igual mulher traida, a última a saber e fica confusa com tudo o que está acontecendo e por fim deprimida acaba bem cabisbaixa. Oremos pela melhora dela =)!

Emocionalmente é que são elas... Lembro que quando cheguei da maternidade e me vi sozinha com aquele serzinho eu pensei - fu-deu, o que eu vou fazer agora?- e desabei a chorar... E chorei por quase um mês... Sozinha e com vergonha pois todo mundo pensa que você deva ser o ser humano mais feliz do mundo e ser humano feliz não chora né? Chora sim! Eu nunca estive triste, mas eu tinha medo/receio/insegurança e hormônios.

Ainda tenho. A mulher que eu era deixou de existir. Meu marido reclama disso o tempo todo. Eu juro que tento retomar aquela vida de antes, mas é simplesmente tão difícil... Não tenho a mesma sensualidade e vontade que tinha antes... É tão difícil entender... Realmente, um dia antes da Luiza nascer eu era uma vadia louca e logo em seguida virei uma pudica??? Como entender?? É que ninguém tem coragem de falar, por vergonha, mas as amigas mais chegadas confessaram a mesma coisa... Ou seja, quando nossos filhos nascem nós simplesmente não queremos mais transar! #prontofalei e todas se chocam! OBS: SE VOCÊ É UMA EXCEÇÃO, PARABÉNS!

Óbvio que o relacionamento fica abalado (e esse é um ponto a se pensar quando pensar em ter filhos) e isso também é um saco (enooooooorme). Eu tento lidar dia após dia e vai melhorando e piorando (até quando?) e foco na minha filha porquê ela é o mais importante (e sempre será). Esse é o certo??

Como disse antes, não há certo e errado, por isso ontem me ocorreu que eu ando respeitando e admirando todas as amigas que já foram mães... Porque agora eu sei o que é, como é, o que envolve e o que elas sentem. E as tenho como cumplíces nesse emocionante papel de mãe. Respeito e admiro a mãe que são e principalmente as mulheres que conseguiram resgatar após a maternidade. Amo ainda mais e especialmente a minha mãe e sinceramente a acho a mais fantástica dos seres. 

Só outra mãe pode me entender. Só outra mãe pode entender o quanto eu amo minha filha, o quanto é difícil vir trabalhar e deixá-la aos cuidados de outra pessoa (mesmo que essa pessoa cuide tão bem dela como é o caso), o quanto é difícil lidar com o papel de mãe/mulher/esposa, o quanto é legal falar de filho o tempo todo... Só outra mãe pode entender porque eu tenho vários aplicativos no iphone que contenham a palavra baby (mãe moderna é o que há, né?)...

Por isso e todo o resto, um abraço sincero em todas as mães do mundo, vocês são todas lindas e guerreiras!

Esse sorriso sempre será a lembrança de que está tudo certo!