terça-feira, 27 de novembro de 2012

O que ninguem te conta ou O que te contam mas você se recusa a entender ou pensa que com você não será assim...

Maternidade real já! Porquê essa história de comercial de margarina e da Jonhson é tudo mentiraaaa!

Meu nome é Angélica, 32 anos, casada com um marido de 38. Real: duas pessoas adultas e, em tese, bem estruturadas. Nota: tenho um bebê de 1 mês e três semanas em casa.Owwwnn??? Sim e não. Owwwwnn porque ela é linda, fofa e quando sorri eu desando a chorar de amor, de muito amor e de mais um muito enorme tanto de amor. Só que não: ela tem cólicas, muitas cólicas.

Antes que alguém pergunte: você já tentou:

embalar e ninar encostanto a barriguinha dela na sua?
cantar uma musiquinha relaxante?
fraldinha quente na barriga?
banho quentinho?
massagem?
tummy tub?
chazinho?

Sim, eu já fiz tudo isso (chazinho foi o último ato de desespero) e tudo funcionou por alguns instantes, só que não resolveu.

Eu tenho dormido (ou subdormido) mal. Real: não venha me dizer que eu tenho que dormir quando ela dorme. Ela tem o soninho agitado por conta das colicas e eu vou dormir pensando: ela vai acordar a qualquer momento (o que geralmente acontece) e ninguém consegue relaxar assim.

Tadinha: ela se contorce e grita e, pra mim, é claro que ela continuaria dormindo se não fosse a maledeta da cólica. Me dói e eu nem imagino o quanto dói nela. Eu choro, sempre, quando isso acontece. Aliás, eu ando chorando muito: de sono, cansaço, frustração, angustia e preocupação.

Ah, o que a pediatra diz? Advinha? É normal! Normal é o cacete! Normal é não ter dor!

Luftal? Já tentei. Resolveu? As vezes sim, as vezes não. A pediatra não recomenda, diz que dá prisão de ventre.Passou Endorus. Acho que funciona, mas já não sei mais pois cada dia é uma surpresa. Sim, tem dia que ela fica bem e dia que ela passa gritando/chorando/se contorcendo/agitada/irritada (o dia todo).

A noite ela SEMPRE tem colicas com episódios que duram entre duas e quatro horas.Ela golfa, vomita? As vezes. E eu morro de medo de ela se sufocar no vômito. Sempre tenho medo disso.

Gases. A minha filha vai sair voando qualquer dia desses. Ela solta muitos puns e quase sempre está com a barriguinha dura. Parece fazer força o TEMPO TODO.

É normal? Não sei mais o que é normal. Maternidade é isso: um enorme ponto de interrogação. Mas é a interrogação mais cheia de amor do mundo, porquê eu amo, amo muito.

To be continued...

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Vem cá Luiza, me dá tua mão, o teu desejo é sempre o meu desejo

 
O que mais tenho ouvido recentemente são coisas do tipo:

- "Tem dormido? Olha, aproveite agora porquê você NUNCA MAIS vai saber o que é isso!"
- "Não vai ser fácil, noites em claro, criança chorando, guarde bem essas palavras!"
 - "Tá chegando, né? Você vai desejar que ela tivesse continuado na sua barriga!"

E por ai vai... Deveriamos estar aterrorizadas, filha (ou só a mamãe deveria se preocupar)? Agora é a hora de entrar em pânico??

Não: nem uma coisa nem outra. Não fiquemos aterrorizadas nem despreocupadas, filha! Eu sempre soube que não seria fácil e tenho absoluta certeza que em certos momentos eu vou pensar em te devolver pra cegonha (HA!)

Porém, amor meu, não se preocupe! Mamãe não te devolverá pra cegonha! Eu e você somos velhas amigas (e por que, não?) e como toda amiga a gente vai se estranhar por alguns momentos. Mas, também vamos rir e chorar juntas ou separadas e ter muita, mas muita história pra contar.

Fácil ou difícil, estaremos juntas! Mamãe te ajuda e você me ajuda; assim, conquistaremos o mundo!

Hoje completamos 37 semanas! 
O sonho distante dá lugar à um friozinho na barriga (misto de ansiedade e curiosidade). 
Venha com Deus, minha filha, que tem um mundo enorme, cheio de vontade de te conhecer!

Amo você!
 
ANTES DE SER MÃE

Silvia Schmidt

Antes de ser mãe, eu fazia e comia
os alimentos ainda quentes.
Eu não tinha roupas manchadas,
tinha calmas conversas ao telefone.
Antes de ser mãe, eu dormia o quanto eu queria,
Nunca me preocupava com a hora de ir para a cama.
Eu não me esquecia de escovar os cabelos e os dentes

Antes de ser mãe,
 eu limpava minha casa todo dia.
Eu não tropeçava em brinquedos e
nem pensava em canções de ninar.
Antes de ser mãe, eu não me preocupava:
Se minhas plantas eram venenosas ou não.
Imunizações e vacinas então,
eram coisas em que eu não pensava.

Antes de ser mãe,
 ninguém vomitou e nem fez xixi em mim,
Nem me beliscou sem nenhum cuidado,
com dedinhos de unhas finas.
Antes de ser mãe,
eu tinha controle sobre a minha mente,
Meus pensamentos, meu corpo e meus sentimentos,
 e dormia a noite toda.

Antes de ser mãe,eu nunca tive que
segurar uma criança chorando,
para que médicos pudessem fazer testes
ou aplicar injeções.
Eu nunca chorei olhando pequeninos
olhos que choravam.
Nunca fiquei gloriosamente feliz
com uma simples risadinha.
Nem fiquei sentada horas e horas
olhando um bebê dormindo.

Antes de ser mãe, eu nunca segurei uma criança,
só por não querer afastar meu corpo do dela.
Eu nunca senti meu coração se despedaçar,
quando não pude estancar uma dor.
Nunca imaginei que uma coisinha tão pequenina,
pudesse mudar tanto a minha vida e
que pudesse amar alguém tanto assim.
E não sabia que eu adoraria ser mãe.

Antes de ser mãe, eu não conhecia a sensação,
de ter meu coração fora do meu próprio corpo.
Não conhecia a felicidade de
alimentar um bebê faminto.
Não conhecia esse laço que existe
entre a mãe e a sua criança.
E não imaginava que algo tão pequenino,
 pudesse fazer-me sentir tão importante.

  Antes de ser mãe, eu nunca me levantei
à noite toda , cada 10 minutos, para me
certificar de que tudo estava bem.
Nunca pude imaginar o calor, a alegria, o amor,
 a dor e a satisfação de ser uma mãe.
Eu não sabia que era capaz de ter
sentimentos tão fortes.
Por tudo e, apesar de tudo, obrigada Deus,
Por eu ser agora um alguém tão frágil
e tão forte ao mesmo tempo.
Obrigada meu Deus, por permitir-me ser Mãe!

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Esperando Luiza

Eu nunca quis que esse blog virasse um blog materno ou sobre assuntos de gravidez. Acredito eu que não seja o caso; esse blog virou um diário de uma grávida que espera pacientemente sua Luiza. 

Estamos na 36ª semana, eu ainda trabalhando (apesar de sentir uma vontade enooooooooorme de permanecer na posição deitada com 4 travesseiros, dois nas costas e dois na barriga) e Luiza mostrando que não vem à esse mundo passear. 

Minhas primeiras impressões sobre a princesinha, são de que em breve estarei diante de uma menininha muito geniosa, carismática ao extremo, charmosa a vazar pelos poros, calma (desde que as coisas saiam de acordo com a sua vontade), determinada e muito muito mas muito carinhosa. 

Angélica, minha filha, sua menina nem nasceu ainda e você já sabe tanta coisa assim? ( Como?)

Sabe aquela história de que mãe é que sabe das coisas? Eu diria que mãe sabe, mãe sempre sabe!

A foto não é lá das melhores, mas está é a Mamutinha com 49cm e 2,800kg! Ah, a foto é do seu rostinho e se você prestar atenção verá olhos, nariz e boca!

Esperando...

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Os números da minha vida

32 - a minha idade.
35- semanas de gravidez
31- dias que faltam para a Luiza nascer (em tese, considerando 40 semanas de gravidez)
31- idade com que me casei
32- idade com a qual que me tornarei mãe
38- idade do meu marido
112- dias em que organizei, com o marido, o nosso casamento
5 - número de semanas com a qual descobri que estava grávida da Luiza
68.8 - unidades de hormônio gonadotrofina coriônica humana presentes por ml no meu sangue quando fiz o primeiro teste de gravidez da Luiza.
516.4 - unidades de hormônio gonadotrofina coriônica humana presentes por ml no meu sangue quando fiz o segundo teste de gravidez da Luiza (um não é suficiente, né?)
74 - número de pares de sapato que a Luiza possui.
5 - dia do meu aniversário
9 - mês do meu aniversário
22 - dia do meu casamento
6 - mês do meu casamento
2012 - ano do meu casamento e do nascimento da Luiza
5- meses de gravidez quando casei
60 - kilos que tinha quando engravidei
73- kilos que tenho atualmente
1- quantidade de vezes que desejei profundamente mandar alguém catar coquinho hoje.
0- número de vezes que eu fiz isso!

Morri de orgulho!

terça-feira, 4 de setembro de 2012

E foi quase assim, de um dia pro outro...

Sempre me falaram que um dia eu ia olhar pro lado e falar: "Ih, eu casei!". E foi exatamente o que aconteceu. Eu que fiz taaaaaantos planos e imaginei diversos casamentos, preparei, junto ao agora marido, um casamento em 3 meses e meio. E foi tudo lindo, muito melhor do que eu poderia ter imaginado e com direito a participação especial da princesa mais amada do universo: a minha, a sua, a nossa LUIZA!





segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Carta para Luiza

Filha, não sei quando você vai ler isso ou se algum dia lerá isso. De qualquer forma, seguem algumas breves linhas sobre como você surgiu na minha vida.

Eu sempre quis ser mãe. Desde os três anos de idade, quando questionada sobre o que eu queria ser quando crescer, respondia: "Mãe!". Os anos passaram e a vontade não. Algumas mulheres levam mais tempo para ter seus relógios biológicos acionados, mas não eu: acho que já vim com o relógio biológico acionado. Só que eu não queria ter só um filho: eu queria uma família, não queria simplesmente colocar alguém no mundo sem perspectiva e por isso o "Projeto Mãe" ficou de lado por muito tempo.

Sua mãe, Luiza, infelizmente, é muito sagaz pra algumas coisas, mas quando o assunto é namoro, digamos que a sua mãe seja do tipo panaca mesmo, sonhadora ou como você preferir. Parêntesis: farei de tudo pra que você seja uma mocinha independente emocionalmente que saiba se valorizar e se ame acima de tudo.

Mamãe namorou muito. Eu nunca gostei de ficar (te explicarei isso no tempo certo), sempre gostei de ter alguém. Sou carente, não lido com a solidão. Melhorei muito e tenho certeza que isso permitiu tudo de bom que está acontecendo nesse momento (estamos em agosto de 2012, você tem 31 semanas e está dentro da barriga da mamãe).

Pra te explicar como você "surgiu", preciso de contar sobre o seu pai. Seu pai é uma pessoa maravilhosa e você certamente concordará comigo quando e se ler isso algum dia. Eu conheci seu pai quando eu tinha 22 anos e era ainda uma menina (que queria parecer mais velha do que era). Outra coisa sobre seu pai é que ele é altamente envolvente, não há como não gostar dele, ele é desses que te ganha com uma só palavra. (mesmo que na primeira vez tenha deixado uma péssima impressão).  Lógico que com a sua mãe não foi diferente e em pouco tempo eu estava completamente apaixonada. 

Você, infelizmente, vai aprender que na vida, nem tudo corre como a gente quer e seu pai não se apaixonou por mim. Levei uns 5 anos pra superar (de verdade), até que um dia eu simplesmente vi que não era ele o homem da minha vida. A gente, filha, deixa de gostar, ou acha que deixa de gostar.

Vida vai, vida vem e nesse meio tempo tanta coisa aconteceu. Eu fiquei muito magoada com seu pai (e você vai aprender que ele não teve culpa e eu não sabia que ele não tinha culpa) e passei muito tempo sem falar com ele. Só que (desde cedo você viverá isso) temos muitos amigos em comum e inevitavelmente voltamos a nos falar (primeiro timidamente). Simplificando, acho que um dia nossas vidas cruzaram: encontramos um ponto em comum (ambos na casa dos 30, SOLTEIROS, sem perspectiva) e viramos amigos. Controvérsias a parte, eu e seu pai conversamos muito, trocamos figurinha, rimos e choramos juntos. Claro que no meio disso rolou um beijinho ou outro e algo mais, mas eu pelo menos não pensei nisso( não à primeira vista).

Eu estava magoada, seu pai estava magoado (não um com o outro mas acho que com a vida e o que ela tinha feito conosco até então). Isso torna tudo mais complicado porquê te faz confundir as coisas, traz carências, enfim, confunde mesmo. Percebendo isso, na tentativa de literalmente me esquivar do seu pai, eu assumi um projeto quase suicida que consistia em trabalhar de 18 as 24h todos os dias durante 20 dias (detalhe que eu trabalhava de 8 as 17h nessa época). Não deu certo, seu pai ia me buscar, me levava pra jantar e acabou sendo fundamental pra me fazer durar os 20 dias. 

Nesse meio tempo ele me convidou pra passar o Reveillon em Nova Iorque (e espero que você descubra cedo como isso é encantador) e é claro que eu aceitei.

Entre um encontro e outro desencontro, dia 30 de dezembro eu e seu pai estávamos num avião rumo a Nova Iorque. Foram 5 dias, filha. Pra mim foram suficientes e lá conheci outra pessoa: ai sim o seu pai e o homem por quem eu iria realmente me apaixonar (novamente). Ah, sim, até aquele momento eu não estava apaixonada pelo seu pai, nem o amava, apenas sentia carinho e um prazer enorme de estar ao lado dele.

Quando voltamos, eu precisei colocar seu pai contra a parede (ele é indeciso, filha: nunca pergunte a ele qual vestido usar). Falei: ou dá ou desce; cansei de palhaçada, não tenho tempo, nem idade, nem espírito pra isso (e realmente não tinha). Dei tempo pra ele pensar e dois dias depois começamos a namorar (numa sexta-feira 13 de janeiro).

E a vida seguiu, nossa namoro era bom, compartilhavámos os mesmos gostos, amavámos comer, rir e conversar: não era difícil passarmos horas e horas assim.

Seu pai tinha 37 anos, eu 31. Ele queria um filho (desesperadamente) e eu queria um filho (muito) e nós curtiamos a idéia de um filho nosso. Seria bom, seríamos pais maravilhosos, pensamos parecido, mas não necessariamente igual, temos os mesmos ideiais e AMAMOS crianças. Parecia suficiente, não? Falamos sobre gravidez algumas vezes e quanto gostaríamos muito muito disso e como ambos achávamos que isso demoraria muito tempo pra acontecer. Aham!

Quando seu pai e eu começamos a namorar eu malhava muito e ele também. Um dia eu quase desmaiei na academia. O professor me perguntou se eu tinha me alimentado e eu disse que sim (eu tinha comido um sanduiche de queijo minas com peito de peru) e que até bem demais. Isso foi um dia, e outro e outro. Minha menstruação não desceu e eu não dei ideia, afinal essas coisas eram normais. Um dia pela manhã, no trabalho, eu me senti muito mal, mal mesmo. Fui ao centro médico e a doutora perguntou de cara se eu poderia estar grávida. O professor da academia já havia feito essa pergunta e eu disse que não. Não, eu não estava grávida! Como?

Fui fazer um teste de sangue (já havia feito um de urina que tinha dado negativo). O resultado saia no mesmo dia. A noite seu pai foi para a casa que hoje é a casa da vovó e nós passamos uma boa parte da noite conversando e bebendo e rindo muito. Eu sabia que o exame estava pronto mas eu tinha tanta certeza que não estava grávida que deixei para o dia seguinte.

Sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012: Eram 7:55 da manhã, eu tinha tomado café, escovado o dente e estava pronta pra trabalhar quando lembrei do exame. Fui olhar. Tremi. Não consegui acessar a página. Tentei de novo. Não consegui novamente. Já ia desistir e "ver isso depois", quando decidi tentar mais uma vez.

Abriu. Esse número vai me acompanhar o resto da vida: 68; 68 mUI/ml! Chorei por uns 15 minutos (ou pelo menos pareceu 15 minutos). Liguei para uma amiga, ginecologista (a Dra. Xereca, filha) e disse à ela que estava com um probleminha. Ela perguntou: "que probleminha?". Eu disse: "então, estou com um exame de gravidez aqui que deu 68." Ela respondeu: "qual valor de referência?" e eu disse: "acima de 25 é positivo". Ela respondeu : "esse exame é seu?", e eu: "é sim, tô grávida?". Ela respondeu: "acho que sim". Desliguei. Acho que fiquei uns 40 minutos sentada olhando pro computador. Seu pai dormia e eu queria contar. Ai toda vez que chegava perto, não conseguia. Olhei pra ele e permaneci ali pensando no que eu iria dizer...




- "Ei, acorda! Você vai ser pai!". Não né?
-"Oiii, bom dia! Tudo bem? Então tenho uma coisa pra te contar: você vai ser papai!" Humm, não!

Enfim, não consegui contar. Peguei a bolsa e fui trabalhar. Durante o tempo todo fiquei pensando no teste e tinha esse sorriso besta na minha cara. Quando cheguei ao trabalho, com a boca já cheia de caimbras por conta do sorriso besta, um colega disse: "aconteceu algo maravilhoso com você, o que foi?". Sim, filha, era maravilhoso, eu estava grávida. GRÁ-VI-DA!! E aquelas palavras ecoaram na minha cabeça. Respondi quase com medo do que eu estava ouvindo: "tô grávida!". 

Calei-me e ele entendeu o recado. Naquela manhã fiz absolutamente nada. Como focar no trabalho? Como? Marquei almoço com a Dra. Xereca e falei incessantemente em você, filha. Ela como médica, recomendou que eu repetisse o exame na segunda-feira (dia 13/02) para confirmar a gravidez e só ai contar. Sim, lógico eu disse. Sai dali e liguei: papai atendeu rápido, parecia assustado (eu nunca ligo pro papai); 

- Oi! Tudo bem?
- Sim, e você?
- Tá cansado hoje?
- Nossa, tô morto.
- " Direto" ao assunto: "Então, sabe aquelas cervejas?
- Sim!!
- Vou ter que parar de beber...
- Ok... (meio sem entender)
- (Percebendo que ele não entendera) Ah e vou ter que parar de malhar também! Por 3 meses...
- (Eureka! Ele entendeu!)Você tá grávida?
- Sim...
Silêncio
- Oi?
- Já te ligo!

Fudeu, né? FU-DEU! Vou ser mãe solteira, criar minha filha (eu tinha certeza que você era menina) sozinha, pensei!

5 minutos (e pareceu 5 horas) chega a mensagem de Marcos Guedes: Não consigo falar, estou muito feliz. Minha mãe chorou, todo mundo aqui tá muito feliz!

Bastou, filha. Se eu era apaixonada pelo seu pai acho que ali passei a amá-lo. Ele te amava, estava feliz: bastava! Naquela noite ele chegou em casa e me abraçou e nós choramos juntos de medo, de surpresa e de felicidade. Contamos para os nossos amigos e mais choros. Mas, TODOS eram de felicidade.

O mundo sorriu aquele dia e desde ali eu fui a mulher mais feliz do mundo. Papai e eu casamos e você estava lá. Passamos a lua de mel em Buenos Aires e você estava lá. Você estava lá em tudo, meu amor.

Você é o elo divino que uniu a mim e seu pai. Você nos trouxe a esperança que faltava. Você é a luz que não estava ali: você iluminou nossos caminhos. Pra mim você é a lacuna que faltava, o vazio que eu procurava preencher: a palavra amor ganhara novo sentido.

Enquanto escrevo você mexe e muito na minha barriga (pula igual uma sapinha). Será que sabe e sente? Eu choro, óbvio. Você está com 31 semanas e 3 dias e faltam 60 (se você chegar à 40 semanas e eu desconfio que não) para ter você em meus braços.

Eu espero te fazer tão feliz como você me faz.


quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Eu tive um sonho, vou lhe contar

... Cheguei no Hospital e ela estava lá: linda, fofa, cabeluda; olhinhos pretos, brilhantes iguais duas jabuticabas e cabelos igualmente pretinhos! Era a minha filha, Luiza! Havia nascido, estava no Hospital.

Cheguei insandecida, louca: como puderam fazer isso comigo???

O pai orgulhoso exibia sua cria; eu gritava: "- Como você não me avisou?????? "

E gritava mais um pouco: "- Eu simplesmente perdi o momento mais importante que foi a hora em que ela nasceu!!!"

O pai dizia: "-Eu tentei te ligar, você não me atendeu!" e eu respondia -"Você devia ter insistido, eu largaria qualquer coisa para estar aqui."

E chorava muito, me senti inútil.

Mas era linda a minha menina...

Acordei suando, como não estava ali quando a minha filha nasceu?? A ficha caiu e eu ri; sem chance, né?

Bom dia!

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

E se eu for pensar num título o post não sai

Ontem, a amiga-dinda-mamãe (ela mesmo criou esse nome, rs) fez sua primeira ultrassonografia! Graças a Deus, tudo estava certo com o(a) meu(inha) afilhado(a)! Com a ultra dela, não pude deixar de fazer um retrospectiva considerando que agora Luiza e eu estamos em ritmo de final de Copa do Mundo!

Luiza está com 30 semanas e 5 dias; a próxima ultra é exatamente no dia em que ela completa 31 semanas. Nessa ultra saberemos com quantos quilos e centimetros nossa bebê está! Estou bem ansiosa pois como estou com um barrigão, creio que eu tenha um exemplar bem robusto na barriga (rsrsrsrsrsrsrs)!

Quando abri o vídeo da ultra  pra assistir, a Luiza começou a mexer insanamente, chutou e chutou e chutou e quando começaram os batimentos cardiácos (belos e saudáveis 143bpm) achei que ela fosse pular da minha barriga. Ciúmes? Expectativa? Um namorado para Luiza??? Hahahahahahaha!

Imediatamente lembrei da primeira ultra da Luiza e chorei ao lembrar a primeira vez que ouvi aquele coraçãozinho batendo. Luiza tinha apenas 5 semanas e 2 dias, media incríveis 2mm e tinha um coração que batia 91 vezes por minuto! A emoção de escutar pela primeira vez aquela bolinha de vida foi simplesmente incrível e inesquecível!

A medida que o parto se aproxima, o medo e a ansiedade também: uma espécie de curiosidade boba de ver a carinha dela, de ver seus pezinhos, de cheirar seu pescoço e babar aquele projetinho de pessoa todo! Ao mesmo tempo uma expectativa em relação ao parto (como será, quando será, se vai ser rápido, se vai ser fácil, se e vou chorar muito ou pouco - porquê que eu vá chorar é fato-, se eu vou estar 100% presente - li que as vezes a anestesia te apaga ou te deixa bem grogue -, como será o momento mais sensacional do universo - que é aquele em que o médico põe o baby no seu colo-, se eu vou desmaiar de emoção e, ai,sei lá mais o que).

 E foi pensando nisso tudo que eu lembrei de quando eu descobri (e a hora mais longa da minha vida entre ver o positivo e entender o positivo), de como eu contei pro pai dela (e a falta de coragem de dizer: estou grávida), de como contei pra minha mãe (e como eu alternei entre choro e riso ao telefone pois ela estava na Venezuela), como contei pra minha tia (que quase caiu da cadeira quando leu a resposta de um e-mail sobre o porquê das mães gritarem tanto)... E os abraços e choros intermináveis de amigos queridos que ficaram muito felizes com a notícia e como eu no primeiro momento achei que Luiza fosse mesmo Luiza (eu descobri que estava grávida no dia 10/02/2012). 

E tudo isso passou como um filme de Woody Allen (comédias românticas reais), com pitadas de Almodóvar (tem que rolar um draminha,né?) e leve toque de Alfred Hitchcock (a psicose é por conta própria).  E eu que achava que faltava tanto tempo e que demoraria pra esse dia chegar, tô aqui contando as horas pra te ver...

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Gravidez, política, internet e sei lá mais o que...

Que título!

Então, eu não vim aqui pra falar sobre nada especifíco.

Vim aqui falar e pronto!

Luiza está com 29 semanas e 5 dias, mas isso vocês já sabiam porquê tem um contador aqui do ladinho, né? Completo 7 meses (30 semanas) na sexta-feira e tenho uma barriga enorme e linda da qual me orgulho muito.

Mas é só uma barriga! E daí? É a MINHA barriga! E dentro dessa barriga tem o ser mais precioso do mundo! A jóia mais rara, a invenção mais incrível, a sensação de completude que eu não tinha ainda experimentado.

Gravidez é um treco complicado. Eu sou da seguinte opinião: gravidez, política e religião não se discutem! Cada uma tem a sua: do seu jeito, com o seu amor, com o seu carinho.  Eu não leio blogs maternos, com o exceção do Blog da Carol que eu amodepaixão, mas que não fala só sobre isso. Se eu tenho algum preconceito? Não! De forma alguma! Mas, quem sabe da minha gravidez sou eu, meu GO, meu marido, família e amigos muito próximos!

Eu desisti de recorrer ao Google logo após a segunda ultra, quando saiu o resultado da TN da Luiza: 1,5mm. Eu corri pro 'Pais dos Burros do Século XXI ' e em segundos li cada coisa que me deixou vesga de preocupação: sonhei com crianças de 5 pés e tudo! Quando finalmente fui ao GO, esse me esclareceu que o valor da TN da Luiza é super ótimo! A partir dai decidi que Google só pra escrever aquelas palavras que você simplesmente esquece como escrever (tipo cabelereiro).

Livros sobre maternidade? Nunca comprei um sequer. Você tá achando que eu vou ganhar o título de pior mãe do mundo? Pode ser que sim, pode ser que não. Minha mãe nunca leu um livrinho desses e criou 3 filhos e deu tudo certo (pelo menos aparentemente). Claro, que existem conselhos que são ótimos e tal, mas se filho viesse com manual eu ia querer um modelo suiço e não um brasileiro.

Política? Não se fala em outra coisa ultimamente né? De uma forma ou de outra: mensalão, vídeo de assessora parlamentar fazendo sexo, Cachoeira, Démostenes e por ai vai... Eu tenho peninha da Luiza: espero que quando ela tenha idade pra votar que essas coisas sejam só histórias da Carochinha... E agora, você acredita em Papai Noel e Coelhinho da Páscoa?

Paro por aqui. Lembram o que eu disse: gravidez, política e religião não se discutem?

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sexta-feira, 20 de julho de 2012

2012: o ano!

E 2012 é o ano; o ano mais feliz da minha vida!

Precisa mesmo dizer o porquê?

Bem, é fácil!!! Nesse ano eu ganhei:

1) A Luiza: filhota do meu coração que tá no forninho! Falta pouco, filha!;
2) Um marido mais que lindo;
3) Uma família nova: sogra, sogro, avós, avô, tias, tios, sobrinho e primos muito amados; e

Além, de claro, ter renovado os laços com a minha própria família, ter crescido espiritualmente e sentir a benção de Deus todos os dias na minha vida!

Alguém precisa de mais motivos?

Não, né?

Feliz 2012! Que todo ano seja sempre um 2012 eterno!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Sem título

Aprender é reconhecer que se é imperfeito e não achar ruim. É deixar-se guiar por outras mãos sem se sentir impotente. É permitir que cuidem de você sem se sentir diminuida. É descobrir a cada dia coisas que não estavam ali e rir-se da grata surpresa. É aceitar o outro como é.

Feliz é o que sou ao seu lado.

25 dias...

sexta-feira, 18 de maio de 2012

No meio do caminho havia um amor, no meio do amor havia um caminho

19 semanas! Luiza pesa aproximadamente 300g e mede 14cm. Ela é tão pesada quanto 3 batatinhas médias e é quase metade do tamanho de uma régua de 30cm e eu não conheço nada nem ninguém mais amado que ela.

Chegamos, muito rápido, à metade da gravidez. Até aqui foi tudo tranquilo; tirando, é claro as dores de cabeça e os gases que volta e meia me deixam sem respirar, foi tudo realmente muito bom.

Já ganhamos tanta coisa!! Sempre chega um presentinho: uma blusinha, um sapatinho, um pijaminha... Amo cada um dos presentes que recebemos. Sinto, todas as vezes, a presença dela cada vez mais próxima e real. 

Dá até um friozinho na barriga. Ai eu lembro que não é frio coisa nenhuma, é a Luiza Chutadora que me deu mais um chutinho no umbigo (o local favorito dela)!! E eu sorrio embevecida, toda orgulhosa porquê minha filha chuta dentro da barriga (ninguém mais faz isso, né?). Aguardo ansiosa (aliás não só eu como o pai dela) o modo alien da barriga (apesar de saber que pode doer dependendo do lugar onde é dado o chute). E isso importa? Nada é mais gostoso que saber que aqui, dentro da minha barriga, enorme, bate um coraçãozinho.

A Luiza me ensina a maior lição de todas: planos? Pra quê? A única coisa que não foi planejada (nem o momento, nem o seu pai, filha) em minha vida se mostra a melhor e mais intensa das sensações.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Confirmado, é uma pepeca!

Então que apesar do exame de sexagem fetal, eu só eu e o pai da Luiza estavámos com medo de que a Luiza talvez fosse um Vitor! Ouvimos uma história dessas (onde a sexagem fetal dá menina  e no final tem um piu-piu) e eu fiquei ficamos apavorados! 

Na última quinta-feira, porém, fizemos a ultra e lá ela estava: toda se querendo mostrando seus atributos! A médica iniciou a ultra dizendo: menina! Confesso que fiquei aliviada, afinal com a quantidade de vestidos que a Luiza tem, juro que Vitor usaria um vestidinho ou outro (maldade!)!

Domingo foi meu primeiro Dia das Mães, apesar de algumas pessoas dizerem que só serei mãe quando a Luiza nascer. Sinceramente, me considero mãe sim! Por quê não?  Já não há todo amor do mundo presente, a preocupação? Acho muito injusto! Eu já sou mãe e pronto! Tive um dia muito feliz, recebi muitas mensagens carinhosas e fui mega paparicada!

Por isso e todo o resto estou feliz. Feliz Dia das Mães (atrasado) pra todas que são, serão ou simplesmente querem ser!


quinta-feira, 10 de maio de 2012

O importante é que emoções eu vivi!

Ou vivo. Todos os dias; dia bom, dia ruim, dia ruim, dia bom, ruim, ruim e bom! 

Lista de desejos atual:

8 horas de sono
1 comprimido de paracetamol
e tá bom!

Não me entendam errado, eu AMO a minha filha, amo tudo o que está acontecendo na minha vida. Se estou feliz? Quem está? Eu sou feliz e há dias em que estou triste.

Triste ou cansada. O cansaço deixa qualquer serumano triste. Já me disseram que é normal, afinal estou grávida. Dizem que tudo é normal: a alteração no humor, o cansaço, a dor de cabeça... 

Irritada? Nãaaaaaaaaaao, acho que não... Talvez um pouco...

Sabem o que é? Eu nunca pesei 65 kg. Não que isso seja importante (gentiiii eu tô grávida e não vou concorrer ao cargo de próxima loira/morena do Tchan (isso ainda existe????), mas pra quem não está acostumada é pesado, são pelo menos 5kg a mais do que eu costumo pesar. Sempre fui mega ativa, fazia mil coisas ao mesmo tempo e hoje não sinto vontade sequer de ir até a esquina.

Pra piorar, acabei de receber meu contra-cheque. Isso há de ser o terror de toda mãe to be. O que me lembra que eu PRECISO estudar e MUITO pois uma aprovação em um concurso seria o que há na minha vida. 

Cadê a vontade, cadê o glamour? Eu SEMPRE achei que esse (estar grávida) seria o momento mais belo da vida. De certa forma é. Pelo amor do santo papa, entendam eu amo minha filha e amo que eu vou ser mãe, mas eu não estou curtindo esse momento como gostaria. Tem gente que pergunta se a Luiza foi planejada como se esse fosse o motivo da minha insatisfação. Não, a minha gravidez não foi planejada e sinceramente, acho que isso pouco importa. Minha filha sempre foi desejada por mim e diga-se de passagem pelo pai dela. Ah, o pai dela? Um dia eu conto a história; é longa mas é divertida.

Eu sinto muita dor de cabeça e eu juro que eu vou socar o próximo fela de uma égua que falar pra mim que isso é normal! Normal é não ter dor de cabeça! Ou não?

Luiza, filha, mamãe te ama: eu e você vamos rir muito dessa sua mãe doida!

Beijo da Barriga!

terça-feira, 10 de abril de 2012

Eu choro





Orgulho da mamãe! Não parou nenhum segundinho: sacudiu as perninhas, balançou os bracinhos e mostrou todo charme pra mamãe, papai e vovó!

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Amor em forma de Luiza

gravidez (gra-vi-dez)

s. f.
Estado da mulher, e das fêmeas em geral, durante a gestação; prenhez. A gravidez ocorre quando um ovo, óvulo fecundado após um ato sexual, se fixa à mucosa uterina. Fonte: http://www.dicionarioweb.com.br/gravidez.html

Esse é o significado técnico, existem outros, aqueles ao qual você não tem acesso até que finalmente esteja gravidinha. Ninguém te conta que gravidez é se sentir uma bola redonda pronta pra ser chutada, que é se sentir uma bomba emotiva prestes a desabar à qualquer momento e ninguém, ninguém mesmo, te conta que você terá gases, muitos. Não tem glamour! Nenhum!

Por outro lado, ninguém te conta o quanto você será paparicada e como as pessoas farão o possível e o impossível para te agradar. Eu vi num filme que um orgasmo (não lembro o nome, só que é brasileiro e eu achei muito engraçado) é similar à uma montanha-russa; balela! Estar grávida é andar de montanha-russa: é ter mil sentimentos, todos contraditórios, numa mesma hora. É achar que tudo pode dar errado e se pegar rindo porquê tudo está dando certo. É se achar a mulher mais feia do mundo pra imediatamente depois se achar a própria Afrodite na sua forma humana. É ficar brava porquê a sua calça jeans não cabe mais e chorar de emoção quando a barriguinha tímida começa a aparecer. É achar que não é amada para segundos depois ter certeza de que ninguém mais nesse mundo tem mais amor que você. É sentir um amor louco e inexplicável por alguém totalmente desconhecido, é olhar para o pai da criança e procurar nele o que você quer ver no seu filho, que foi exatamente aquilo que fez com que você o amasse. É se sentir completa, realizada. É ter medo, muito medo e ao mesmo tempo se sentir uma espécie de Mulher Maravilha dos trópicos com direito  à uniforme verde-amarelo e chicote de bambu. É andar na rua pensando que o bebê mais fofo que passa por você não será NUNCA tão lindo como o seu filho. É agradecer, todos os dias, à Deus pelo milagre que você carrega no ventre. É pedir à Papai do Céu para que tudo corra bem e que seu filho nasça cheio de saúde (e com dobrinhas, muitas). É não pensar mais em si mesma; é pensar que sempre, sempre, você será dois. É passar horas imaginando como será ter seu filho nos seus braços. É chorar quando imaginar como será ouvir seu chorinho pela primeira vez. É se desesperar porquê você sabe que não fará idéia do porquê ele chorará, mas é ter certeza que o super colo de mãe tudo pode resolver. É chorar escrevendo esse post e toda vez que você falar no seu filho. É isso, é aquilo e mais tudo o que você puder imaginar.

Hoje completamos onze semanas e dois dias: eu e Luiza, Luiza e eu, porquê eu nasci no dia em que minha filha foi gerada.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Menininha do meu coração

Nove semanas e quatro dias e estou grávida de uma menina: Luiza! Fiquei muito feliz com a notícia! Entendam bem, não é que eu tivesse preferência, mas qual menina nunca sonhou em ser mãe de uma menina, uma mini-você pra encher de vestidinhos e lacinhos???? Eu já imagino minha pequena toda trabalhada no luxo do vermelho e nos vestidos de veludo cotelê! Que a Luiza peruinha venha cheia de saúde porquê isso é o mais importante!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Minha primeira fotinha

Eu sou um grão de arroz (2mm), mas eu já fiz meu pai e minha mãe chorarem quando ouviram meu coraçãozinho batendo (91bpm).

Dizer mais o que?

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Ser gestante é...

...ter amor do tamanho de trilhões metros infinitos por um ser de 6mm.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

E de um grão de areia...

Luiza 
Tom Jobim


Rua
Espada nua
Boia no céu imensa e amarela
Tão redonda a lua
Como flutua
Vem navegando o azul do firmamento
E no silêncio lento
Um trovador, cheio de estrelas
Escuta agora a canção que eu fiz
Pra te esquecer Luiza
Eu sou apenas um pobre amador
Apaixonado
Um aprendiz do teu amor
Acorda amor
Que eu sei que embaixo desta neve mora um coração
Vem cá, Luiza
Me dá tua mão
O teu desejo é sempre o meu desejo
Vem, me exorciza
Dá-me tua boca
E a rosa louca
Vem me dar um beijo
E um raio de sol
Nos teus cabelos
Como um brilhante que partindo a luz
Explode em sete cores
Revelando então os sete mil amores
Que eu guardei somente pra te dar Luiza

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Oops, I did it again!

E eu sei, eu disse que seria diferente, eu disse que dessa vez ia crescer antes de me envolver em novos relacionamentos. Tá, tudo bem, eu me envolvi de novo! Leitor (a), não é que eu esteja me justificando, mas eu não planejei. Posso contar um segredo? Eu nunca planejei; acontece!

Só que eu juro que dessa vez é diferente. Por vários motivos. Eu sei que talvez não tenha dado tempo de eu real e efetivamente crescer, mas fato é que eu cresci. O que me incomodava antes hoje já não me incomoda tanto.

Por justo exemplo eu cito o fato de que eu simplesmente não quero saber o que meu namorado (e ainda é estranho (pra eu) dizer essa palavra e eu acho que ainda não caiu a minha ficha). Não que eu não goste dele ou que eu não me preocupe; eu gosto e me preocupo. Só que porrada na cara só é boa quando se extrai algum aprendizado, e eu aprendi que perder meu tempo imaginando o que os outros estão fazendo é uma tremenda falta de tempo e, pior, uma enorme falta do que fazer.

Decidi que darei 100% de voto de confiança e você leitor (a) que me conhece pode achar-me insana. Não! Não sou louca nem cega, tampouco surda.  Não estou fechando meus olhos, nem aceitando o que vier por falta de opção, se é o que quer saber e ficou com vergonha de perguntar. Cada um sabe o que é certo para si. Eu optei por confiar no juízo de valor do meu atual.

Liberdade é bom. Acredito que quando se gosta de alguém, não se prende. Todo ser humano deve ser livre para agir e pensar como bem entende. Eu descobri o que era amor no dia em que eu deixei um grande amor ir sem questionar.

Me sinto segura, confiante. Segurança é realmente aquela certeza inabalável de que tudo dará certo, não importa o resultado. E esse sentimento não permite, por exemplo, que eu me irrite com provocações infantis de uma ex-namorada infantil. Minha mãe sempre me disse que "o que é do homem, o bicho não come" e que "o que tiver que ser será". Eu posso atuar naquilo que eu consigo mudar (como as minhas atitudes perante o próximo, por exemplo), jamais poderei interferir no que não é meu pra decidir (a vontade de Deus, por exemplo maior).

Mesmo assim, peço à Papai do Céu que me abençoe.

Quase sem querer (Legião Urbana)

Tenho andado distraído,
Impaciente e indeciso
E ainda estou confuso,
Só que agora é diferente:
Sou tão tranqüilo e tão contente.
Quantas chances desperdicei,
Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo o mundo
Que eu não precisava
Provar nada pra ninguém.
Me fiz em mil pedaços
Pra você juntar
E queria sempre achar
Explicação pro que eu sentia.
Como um anjo caído
Fiz questão de esquecer
Que mentir pra si mesmo
É sempre a pior mentira,
Mas não sou mais
Tão criança a ponto de saber tudo.
Já não me preocupo se eu não sei por que.
Às vezes, o que eu vejo, quase ninguém vê
E eu sei que você sabe, quase sem querer
Que eu vejo o mesmo que você.
Tão correto e tão bonito
O infinito é realmente
Um dos deuses mais lindos!
Sei que, às vezes, uso
Palavras repetidas,
Mas quais são as palavras
Que nunca são ditas?
Me disseram que você
Estava chorando
E foi então que eu percebi
Como lhe quero tanto.
Já não me preocupo se eu não sei por que.
Às vezes, o que eu vejo, quase ninguém vê
E eu sei que você sabe, quase sem querer
Que eu quero o mesmo que você.

Amém!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Meu blog, minha terapia

Sai do ar por motivos pessoais. E se pessoais são não preciso escrevê-los aqui. Realmente ser um livro aberto é diferente de falar tudo e qualquer coisa que passa pela minha cabeça (e o resultado disso seria realmente uma loucura). Concordo que deva haver um filtro. Esse blog é um desabafo, mas se limita ao meu mundo e não ao de pessoas que por ventura passeiam ou já tenham passeado nele.

Entendam que passear no meu mundo não é pejorativo posto que no meu (humilde) entendimento nada é eterno. Cada pessoa que passou pela minha vida teve um momento que foi único e verdadeiro, mas que passou. Eu também passeei por vidas. Cada "passeio" deixa algo bom pra ser lembrado. Eu ignoro o que ficou de ruim (ou tento). Devemos sempre seguir adiante, mesmo que isso seja difícil (e acreditem, é).

Eu sempre soube seguir adiante. Meu ponto final é sempre muito bem definido. Não lido bem com vírgulas e muito menos com pontos e vírgulas. Contudo, seguir adiante não é esquecer o passado. Pelo contrário, é usá-lo como experiência do que está por vir. É, sobretudo, aprender com os erros (que sempre hão de existir independentemente do quanto aprendemos), é observar comportamentos que nós colocam pra baixo, os que dão certo, é se conhecer melhor (o passado é o nosso melhor espelho). 

Ainda ontem minha vida era um grande ponto de interrogação e em certa parte ainda é. O futuro é incerto, indefinido, abstrato e obscuro. Nem por isso tenho medo dele (não muito). Pego minha malinha cheia de história pra contar, meus caminhos percorridos, minhas decepcões, minhas alegrias e tristezas, abro um livro ao qual chamo de aprendizagem e sigo. 

Para o infinito e o além, já dizia o Buzz Lightyear.